Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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PRODUÇÃO DE BIOGÁS A PARTIR DE DEJETOS BOVINOS, RESÍDUOS DE FRUTAS E SORGO SACARINO.
Michelly Yumi Otsuka, Amanda Aparecida Freire, Poliana Moreira Lopes, Daniel Judson Alves, Bruno França Lessa, Neiton Silva Machado, Jéssica Daisy Bezerra

Última alteração: 2019-11-11

Resumo


O desperdício de alimentos e acúmulos de resíduos tem se tornado uma prática frequente, ao longo dos anos, tanto em países industrializados quanto em países em desenvolvimento. Fato este, em parte, devido ao comportamento dos consumidores, ausência de educação ambiental das comunidades e à ausência de políticas públicas e fiscalização eficiente. É de suma importância que hajam saídas para reduzir ou reaproveitar resíduos provenientes das atividades agroindustriais, e os biodigestores surge como uma excelente opção, uma vez que, produz biofertilizante de boa qualidade para agricultura e biogás, que pode ser transformado em energia limpa, tudo isso a partir da simples ação dos microrganismos anaeróbicos sobre os resíduos orgânicos. Neste contexto, objetivou-se com este trabalho avaliar o potencial da produção de biogás a partir da fermentação anaeróbia de dejetos bovinos, resíduos de goiaba, resíduos de acerola e sorgo sacarino triturado durante um tempo de retenção hidráulica de 30 dias em biodigestores de bancada tipo batelada. O experimento foi montado em blocos casualizados com 4 tratamentos e 4 repetições. Os biodigestores (tambores com capacidade de 13 L) foram instalados dentro de duas caixas d’água com capacidade de 3000 litros cada. Os gasômetros foram confeccionados com capsulas de extintores de incêndio de 1kg. Os biodigestores foram acoplados aos gasômetros por meio de tubos de PVC de 20 mm e conexões hidráulicas (Luvas LR, adaptadores LR e anéis de vedação de borracha). A pressão interna do biogás foi avaliada por meio de manômetros em U contendo como fluído manométrico a água limpa. Estes foram confeccionados com material de baixo custo (mangueira acrílica de ¼”, régua escolar de 40 cm e presilhas de náilon para fixação). Para quantificar o volume de biogás produzido avaliou-se, diariamente, a temperatura dos dejetos, a temperatura e pressão do biogás, o deslocamento vertical do gasômetro a partir do nível da água da caixa e a temperatura e umidade relativa do ar ambiente. Os parâmetros físicos, físico-químicos e químicos analisados no afluente e efluente dos biodigestores foram: Sólidos Totais, Sólidos Voláteis, Sólidos Fixos, pH, C.E, DQO, Proteínas Totais, Carboidratos Solúveis, macro e micronutrientes. O resíduo que apresentou a maior produção de biogás bruto em relação aos sólidos voláteis adicionados nos biodigestores foi os dejetos bovinos puro seguido dos resíduos de sorgo, acerola e goiaba, respectivamente. Os resíduos de frutas, de modo geral, produziram pouco biogás, fato este que pode ser explicado pelas características físico químicas (pH baixo e CE alta) no afluente dos biodigestores, uma vez que, não foi efetuado nenhuma correção prévia dos parâmetros físico químicos, ou seja, os resíduos foram triturados, adicionando água para manter a relação de sólidos totais em aproximadamente 10% e em seguida inseridos nos biodigestores. Espera-se que efetuando correção de pH e CE e aumentando a temperatura dos resíduos no interior do biodigestor e controlando a relação DQO/SO42-/P nos afluentes originários dos resíduos de frutas é possível obter um volume de biogás significativo nos próximos trabalhos.

Palavras-chave


Biodigestor de bancada; Biomassa; Demanda química de oxigênio; Bioenergia; Digestão anaeróbica.