Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Avaliação do risco relativo ao desenvolvimento de doenças genéticas em casamentos consanguíneos em municípios do Vale do São Francisco
Dyowani dos Santos Basílio, Cristian Rodrigues do Nascimento, Johnnatas Mikael Lopes, Isaac Farias Cansanção

Última alteração: 2019-11-12

Resumo


A consanguinidade, ou endogamia, é definida como a união de pessoas com um ancestral comum. No Brasil, a frequência destes casamentos consanguíneos é maior no Nordeste e se concentra em municípios com pequena população. A endogamia está relacionada com o desenvolvimento de doenças genéticas recessivas. Esse estudo transversal objetivou observar o quantitativo de casamentos consanguíneos em municípios do Vale do São Francisco e a correlação entre os graus de parentesco presentes e a susceptibilidade de desenvolver doenças genéticas. Foram entrevistados 309 casais consanguíneos em cinco municípios selecionados. Os dados foram analisados através do teste do qui-quadrado e do generalized estimated equation (GEE). Os primos de primeiro grau apresentaram filhos deficientes com maior frequência que os primos de terceiro grau em Pariconha (p< 0,05). Entre os primos de primeiro grau, a prevalência de deficiência física mostrou-se significativa (χ2 = 19,203, df = 4, p = 0,001). A deficiência física apresentou-se mais frequente em filhos de primos de primeiro grau que nos demais graus de parentesco nos municípios de Glória (χ2= 11,652, df = 3, p = 0,020) e de Olho D’água do casado (χ2= 8,123, df = 4, p = 0,044). A deficiência visual foi mais significativa em primos de primeiro grau em Glória (χ2= 14,206, df = 3 p = 0,007). Entre os primos de terceiro grau, a deficiência visual no município de Santa Brígida foi a que obteve maior prevalência (χ2 = 6,416, df =2 p = 0,040). A consanguinidade encontrada nos municípios avaliados reforça a hipótese de que a endogamia pode desenvolver algumas doenças de ordem genética em regiões distantes de grandes centros.


Palavras-chave


Endogamia; Deficiências; Herdabilidade