Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Auscultar para humanizar: cenas e relatos de oficinas no hospital municipal de Paulo Afonso
Anacely Guimarães Costa, Rafael Oliveira Batista, Igor Gabriel Menezes, Maria Clara Macedo, Lais Queiroz Gouveia, Matheus Valois Santana, Mylenne Alinne Alves, Pâmella Cecylha Alves

Última alteração: 2019-11-21

Resumo


A proposta deste trabalho é apresentar as atividades em curso no âmbito do projeto “Auscultando histórias: uma proposta de humanização no hospital”, além de apontar suas contribuições para a formação de discentes do curso de medicina. O grupo é formado por 7 estagiárias/os, do terceiro e quinto período, que se alternam nas enfermarias pediátricas e de adultos, nas manhãs de sexta-feira, no hospital municipal de Paulo Afonso (HMPA). As oficinas abrangem escuta e acolhimento, contação de histórias, brincadeiras e musicoterapia, sendo posteriormente registrados em diário de campo. Cenas e situações vividas no hospital serão descritas para embasar a discussão sobre os processos formativos em práticas humanizadoras. Destaca-se que as atividades extensionistas têm contribuído para tornar o espaço hospitalar, e o período de internação, um território mais acolhedor. A troca entre estagiárias/os, pessoas hospitalizadas e acompanhantes têm desencadeado um trabalho ético, estético e afetivo em todas estas partes. Da perspectiva das/os usuária/os, as interações têm se mostrado um convite a revisitar a própria história, narrando acontecimentos marcantes e, com isso, dispara reflexões sobre caminhos e decisões que tomaram ao longo da vida relacionados ou não à experiência atual de adoecimento. Nesses aspectos, o retorno feito por essas pessoas aponta para efeitos positivos promovidos pela presença do/as estagiários ao mencionarem o quanto se sentiram acolhidos. Com as crianças, as atividades exploram as potencialidades de cada uma de modo a ampliar o repertório cognitivo e de recursos sociais. Da parte do/as estagiárias/os, as intervenções engendram a criação de domínios éticos e subjetivos a partir dos quais o grupo é convocado a acionar novas posições diante da imprevisibilidade que marca cada ida ao hospital. Além disso, reforçam a conexão com a empatia ao trazer o reconhecimento da alteridade e das singularidades presentes nas histórias de cada pessoa que está hospitalizada.

 


Palavras-chave


humanização; sus; formação discente.