Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Promoção da saúde na escola: difusão de conhecimentos sobre técnicas básicas de atenção pré-hospitalar e de reconhecimento de disparadores de violência para profissionais da educação
Lucas Araujo Souza, Nathan Alves Carvalho, Gabriela Sandes Machado, Bianca Lima Gondim, Igor Cardoso Duarte, Roberta Stofeles Cecon, Maria Augusta Vasconcelos Palácio

Última alteração: 2019-11-18

Resumo


A violência escolar (VE) manifesta-se de diversas formas – preconceito, racismo, bullying, discriminação de gênero, violência física – e desencadeia efeitos preocupantes para o agressor, a vítima e a testemunha. A VE gera desfechos extremamente negativos, tais como repetência, evasão e abandono escolar, o que demonstra a necessidade de profissionais capacitados para lidar com estas situações. Por conseguinte, pode expor os envolvidos a situações de urgências, como traumas físicos, os quais somados aos traumas não intencionais, comuns no ambiente escolar, representam um problema de repercussão global. Tal realidade demonstra a necessidade de conhecimentos em assistência pré-hospitalar pelos profissionais que atuam na escola, de modo a evitar ou minimizar sofrimento e sequelas das vítimas. Desta forma, objetiva-se difundir conhecimentos sobre técnicas básicas de atenção pré-hospitalar em saúde e de disparadores de violência escolar para profissionais da educação da rede pública municipal de Paulo Afonso/BA. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre a primeira intervenção realizada no âmbito do projeto. O contexto da prática é uma escola pública do município de Paulo Afonso-BA. Participaram da intervenção 31 profissionais (professores, coordenadores pedagógicos, diretores, merendeiras, auxiliar de serviços gerias, seguranças). A atividade foi desenvolvida em dois momentos. No primeiro, aplicou-se um questionário sobre VE. Este foi elaborado com base em uma pesquisa bibliográfica, que utilizou como palavras chave: “violência, educação, saúde do adolescente, educação infantil, escolares”. Posteriormente, 33 questionários foram entregues na escola e destes, 22 foram respondidos. No segundo momento, realizou-se uma capacitação na escola, com base nas respostas dos questionários, que ajudaram a traçar um perfil sobre os principais disparadores de VE naquele contexto e o conhecimento dos profissionais acerca das formas de intervenção sobre esse tipo de situação. A atividade consistiu em desenvolver habilidades de reconhecimento dos variados tipos de VE por meio da apresentação de conceitos e exemplos. Além disso, contou com a participação de colaboradores externos, os quais tiveram como pauta a discussão de aspectos legais na questão de VE. No fim, apresentou-se uma ferramenta desenvolvida com o intuito de combater a VE, uma Rede de Atenção à Violência, a qual foi aplicada na realidade da escola em questão, a partir de casos reais citados pelos participantes. Nesse mesmo momento, aplicou-se o segundo questionário sobre conhecimentos de técnicas básicas de atenção pré-hospitalar em saúde. Este questionário orientará a segunda intervenção, uma capacitação sobre atendimento pré-hospitalar diante das urgências pediátricas mais comuns na escola. A intervenção realizada permitiu que os profissionais da escola pensassem e discutissem sobre as situações de VE mais comuns nesse contexto e como podem intervir de forma mais efetiva. Outro resultado importante consiste no aprimoramento da capacidade de criar redes de enfrentamento à VE utilizando diversas ferramentas, tais como: teatro, cinema, esportes, palestras, “contrato social” e profissionais de diferentes áreas. Os profissionais, principalmente, os professores, puderam expor suas inseguranças frente a VE, esclarecer suas dúvidas sobre conceitos de violência e construir redes que auxiliassem no manejo contra a VE.


Palavras-chave


educação, saúde, violência escolar, atendimento pré-hospitalar em saúde