Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Registro de Acidente Vascular Encefálico (AVE) do Submédio do Vale do São Francisco.
Manoel Pereira Guimarães, Orlando Vieira Gomes, Mateus de Sousa Rodrigues

Última alteração: 2019-11-14

Resumo


O acidente vascular encefálico (AVE) é a segunda maior causa de morte no Brasilpor etiologia cardiovascular. Nesse sentido, todo profissional de saúde certamentelidará com algum caso desta patologia no âmbito profissional. Entretanto, na maioriadas vezes, os termos utilizados pelos pacientes nem sempre refletem os termos médicosaprendidos durante a graduação. Nessa vertente, esse projeto tem como objetivoprincipal que os profissionais de saúde entendam a linguagem do paciente, conheçamos termos utilizados pelos pacientes para descrever os sintomas secundários ao AVE edescubram como o paciente vê a própria condição. Assim, a metodologia do estudoconsiste em uma análise transversal sobre os termos utilizados pelos pacientes paradescrição dos sintomas secundários ao acidente vascular encefálico. Para isso, aamostra, oriunda do Submédio do Vale do São Francisco, é composta por 100 pacientese foram estudadas as seguintes variáveis: sexo, faixa etária, cor da pele, cidade,escolaridade, renda familiar, termos agrupados e correspondência dos termos técnicosnos termos usados pelos pacientes. Dessa forma, os resultados apontam que a amostradeste estudo é composta por 53 pacientes do sexo masculino e 47 pacientes do sexofeminino; 78 pacientes apresentavam 50 ou mais anos de idade, enquanto 22 tinhamidade inferior a 50 anos; 77 pacientes eram pardos ou negros; 51 pacientes eram dacidade de Petrolina-PE e 49 eram de cidades circunvizinhas; 45 pacientes não eramalfabetizados, 37 cursaram ensino fundamental e 18 pacientes apresentaramescolaridade até o ensino médio; 71 pacientes apresentavam renda familiar menor ouigual a salário mínimo. Também, constata-se que “Paralisia/Paresia” foi o termo maisreferenciado pelos pacientes vítimas de AVE (44%), seguido por “Cefaleia” (14%),“Desvio da comissura labial” (14%) e “Afasia/Disartria” (11%). Ademais, testifica-se queos termos com maior variedade de expressões foram “Paralisia/Paresia” e“Afasia/Disartria”; sendo identificadas, respectivamente, 29 e 10 expressões em cadagrupamento. Nesse contexto, conclui-se que existe uma vasta gama de termos utilizadospor pacientes vítimas de AVE que não constam na bibliografia dos cursos formadores deprofissionais da área de saúde. Por essa razão, nota-se que a probabilidade de havererro na comunicação entre profissional e paciente é, consideravelmente, grande.Porém, como citado anteriormente, esse projeto visa mitigar essa imprecisãocomunicacional e, por conseguinte, facilitar a relação entre profissional-paciente, bemcomo colaborar com a investigação dos sintomas relatados.

Palavras-chave


Acidente Vascular Cerebral; Epidemiologia; Diagnóstico; Complicações