Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

Tamanho da fonte: 
Inoculação de Macrophomina phaseolina em acessos de feijão caupi visando identificação de fontes de resistência
Kecia Mayara Galvão de Araújo, Luan Felipe Santos do Nascimento, Francisco Álef Carlos Pinto, Pedro Ivo Silvestre Siqueira e Silva, Francine Hiromi Ishikawa

Última alteração: 2019-11-19

Resumo


O feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp) é uma espécie de grande importância socioeconômica no Brasil por ser alimento de baixo custo, fonte de proteínas, carboidratos e minerais, cultivada principalmente pelos pequenos agricultores. Dentre as doenças que acometem a cultura na região nordeste, destaca-se a podridão cinzenta do caule, causada pelo patógeno Macrophomina phaseolina. O objetivo deste trabalho foi avaliar a reação de acessos de feijão-caupi à M. phaseolina. O experimento foi realizado no telado e Laboratório de Fitopatologia da UNIVASF. Foi usado o delineamento inteiramente casualizado (DIC), sendo testadas 100 linhagens de feijão-caupi, com cinco repetições. As inoculações foram realizadas em cinco etapas com 20 linhagens cada. A parcela experimental foi composta por um vaso, com duas plantas. Para cada linhagem, utilizou-se uma testemunha inoculada sem a presença do fungo. As sementes de feijão-caupi foram semeadas em vasos plásticos de 1L, contendo solo e substrato previamente esterilizado em autoclave. Os vasos foram irrigados diariamente. O método usado para inoculação foi o palito de dente infestado com M. phaseolina. Para isso, o isolado 59 foi repicado em placa de Petri contendo Batata Dextrose Agar (BDA) e mantido em BOD por sete dias. Posteriormente, repicou-se para nova placa contendo BDA e palitos de dente previamente autoclavados, ficando incubado por 15 dias. Aos 15 dias de semeio ocorreu a inoculação do palito infestado com M. phaseolina no caule da planta. Foram realizadas três avaliações a cada três dias, medindo-se com uma régua o comprimento da lesão (cm) causada pelo fungo e a altura da planta (cm). Foi estimada também a Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD) e a redução de crescimento em relação à testemunha (%). Os resultados foram tabulados, submetidos a análise de variância e as médias agrupadas pelo teste de Scott-knott a 5% de significância com auxílio do software SISVAR. Para as linhagens de 1 a 20, 21 a 40, 41 a 60, 61 a 80 e 81 a 100  o comprimento da lesão variou respectivamente  0,71 a 2,73 cm; 0,58 a 1,39 cm; 0,43 a 0,75 cm; 0,45 a 8,94 cm e 0,4 a 0,81 cm, sendo que não houve diferença significativa para essa variável em todas as avaliações. Não houve diferença significativa para AACPD, nem para altura e severidade. Por outro lado, quando estimado o crescimento da planta em relação à testemunha (%) houve diferença significativa. Assim, as linhagens que apresentaram crescimento superior a 100 % em relação a testemunha, foram consideradas resistentes, ou seja, tiveram seu crescimento menos afetado pelo patógeno. Esse resultado foi observado em 43 % das linhagens, sendo que 35 linhagens tiveram comprimento de lesão variando de 0,4 cm a 0,99 cm.


Palavras-chave


melhoramento genético; podridão cinzenta do caule; Vigna unguiculata