Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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A ATUAÇÃO DO PIBID VS PEDAGOGIA DO “ROLA A BOLA” NA ESCOLA NOSSA SENHORA RAINHA DOS ANJOS – CAIC
Erivano Rocha da Silva

Última alteração: 2019-11-12

Resumo


De maneira geral, o professor de educação física, pode experienciar a conhecida “pedagogia do rola a bola” (tanto nos anos iniciais – 1º ao 5º ano, como nos anos finais – 6º ao 9º ano). Tal fato se caracteriza inicialmente pelo quase que incansável bordão dos alunos: professor, hoje vamos jogar bola? De maneira geral, tal comportamento ocorre independentemente ao comportamento do professor. Todavia o mesmo se agrava à medida que o professor se mostra permissivo a esta “pedagogia” em virtude de variados fatores, como: escassez de materiais, falta de incentivo da gestão da escola, e o conhecido efeito Burnout em professores que se caracteriza pelo esgotamento físico e psicológico.

Tal comportamento é bastante evidente nas séries iniciais do ensino fundamental, e o mesmo, talvez se justifique em virtude dos alunos não possuírem professores de educação física formados na área. Sendo assim, a introdução do PIBID dentro desta realidade busca ampliar a variedade de prática lúdicas, motoras, de lazer e claro, esportivas que contemplem os descritores das referidas séries.

Para tanto, traçaram-se estratégias para atender os conteúdos previstos, mas que ao mesmo tempo, instigasse os alunos a serem mais participativos e interessados. Sendo assim, formaram-se equipes de bolsistas por série (Ex.:  bolsistas que dão aula no 1º ano, reuniram-se e elaboraram planos de aula para a referida série), contemplando o conteúdo previsto, porém dando espaço para trabalhar temas transversais e introduzir algum outro conteúdo inerente ao tema proposto. Em seguida, os planos de aula foram socializados entre a equipe e ajustados de acordo com a realidade da escola e das turmas, principalmente em virtude do alto número de alunos deficientes atendidos. A cada aplicação de um dado plano de aula, a experiência era socializada e as arestas eram aparadas em busca da melhoria da qualidade da aula.

Ao se confrontarem com tais situações, os bolsistas do PIBID puderam sentir, a felicidade com a qual os alunos os recepcionaram e abraçaram o programa. Passada a histeria inicial, houve o confronto da expectativa dos alunos com a realidade apresentada pelo projeto. Foi um choque? Certamente. E diante das atividades propostas, inicialmente, alguns alunos se mostraram resistentes, porém, com o andamento das aulas, os bolsistas aos poucos foram conquistando a confiança e carinho dos mesmos. A tática foi a aplicação inicial de atividades desportivas e recreativas adaptadas ao conteúdo, instigando, a competividade, mas ensinando o respeito aos colegas e às regras do jogo. Hoje, os alunos permanecem sim, querendo jogar bola. Mas já não reclamam do que é executado nas aulas, e mais que isso, se divertem e adoram as aulas.

Sendo assim, fica evidente que o planejamento da unidade e dos planos de aula, se fazem necessários para uma boa qualidade da aula. Porém, a troca de experiências e o feedback dos alunos ao término das aulas funcionou como um termômetro, nos direcionando ao longo do corrente ano e principalmente para alcançarmos os objetivos traçados previamente.


Palavras-chave


pibid; atuação bolsistas; pedagogia do rola a bola; caic petrolina