Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO SÃO FRANCISCO NO MUNICÍPIO DE PETROLINA-PE
Patricia da Silva Barbosa, Paulo Gustavo Serafim de Carvalho, Miriam Cleide Cavalcante de Amorim

Última alteração: 2019-11-11

Resumo


As intervenções antrópicas no entorno de corpos hídricos como a intensificação da urbanização e das áreas agrícolas e o lançamento de efluentes. Quando ocorrem de forma desordenada e, sem respeitar as legislações ambientais podem contribuir para a introdução de compostos na água, que poderão modificar suas características físicas, químicas e biológicas e, consequentemente, alterar os padrões estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/05, que estabelece a classificação e o enquadramento dos corpos de água de acordo com seus usos múltiplos. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade da água do Rio São Francisco no município de Petrolina-PE, e verificar se existe desconformidades ao atendimento dos padrões preconizados pelo CONAMA 357/2005 para Classe 2.  Coletas de amostras de água foram realizadas a 30 cm de profundidade e em dois pontos (confluência do Rio São Francisco com o riacho Vitória e Projeto Bebedouro), durante o período seco (setembro a novembro de 2018) e chuvoso (janeiro a março de 2019). Para a verificação da qualidade da água os atributos físicos, químicos e microbiológicos determinados foram: oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), coliformes termotolerantes/E.coli (CT), pH e turbidez (Tu). As análises foram realizadas no Laboratório de Engenharia Ambiental da UNIVASF seguindo os métodos de coleta, conservação e analíticos do Standard Methods for The Examination of Water and Wastewater (APHA, 2012). Durante o período seco a média dos resultados encontrados para OD, DBO, CT, pH e turbidez foram respectivamente 9,3 mgO2.L-1; 2,75 mg.L-1; 35,5 NMP/100mL; 7,77 e 2,68 UNT e para a época chuvosa os valores correspondentes foram 8,62 mgO2.L-1; 4,5 mg.L-1; 21 NMP/100mL; 7,43 e 2,57 UNT. Observa-se que houve um acréscimo na concentração da DBO em relação ao período chuvoso, esse comportamento é resultado do escoamento superficial que se intensifica durante as chuvas aumentando a quantidade de partículas e matéria orgânica que chega ao corpo receptor.  Em relação a conformidade legal dos parâmetros detectou-se que apenas a DBO durante o período chuvoso no ponto Bebedouro (6 mg.L-1) ultrapassou o limite estabelecido pela Resolução nº CONAMA 357/05 (máximo de até 5 mg.L-1). Diante do exposto, verifica-se que a qualidade da água do Rio São Francisco, nos pontos avaliados, pode sofrer alteração em função de processos erosivos provocados durante o período chuvoso. Sendo assim, o monitoramento contínuo no entorno do Rio São Francisco, principalmente, em áreas urbanas e de produção agrícola é uma medida necessária para poder ter um diagnóstico mais preciso sobre o impacto das ações antrópicas na qualidade da água.

 

 

 

 


Palavras-chave


CONAMA nº 357/05, áreas agrícolas, DBO