Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Jardim sensorial na UNIVASF: O sentir e o perceber
Júlia da Silva Souza, Maria Jaciane Almeida Campelo

Última alteração: 2019-11-11

Resumo


A sensibilização por meio do contato com a natureza é necessária, pois é inquestionável a estreita relação do homem com as plantas. A  implantação de um espaço destinado a um jardim sensorial pode ser utilizado para estudos dentre da Universidade, bem como, para atender a comunidade interna e externa com o uso de práticas educativas e sensoriais.  O jardim sensorial vem sendo alvo de visitação no Centro de Referência para a Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD/UNIVASF), ainda em fase de finalização. A metodologia empregada foi através de visitas conduzidas pela bolsista e os voluntários do projeto que seguiram um roteiro das instalações do CRAD, com apresentação de laboratório e espaços verdes externos. Para tanto, os visitantes realizaram as atividades de percepção sensorial com os olhos vendados, atuando na percepção tátil, degustativa e olfativa, com auxílio de um guia (discente da UNIVASF). Assim, fazendo uso das partes de plantas (folha, sementes, flores e frutos) medicinais, condimentares e endêmicas Caatinga. Em geral, buscou-se possibilitar ao público o reconhecimento das sensações apresentadas nessa visitação na construção do conhecimento e da aprendizagem. Durante o período de abril a outubro de 2019 houve o registro de 10 escolas do ensino fundamental I, II e ensino médio, totalizando 192 visitantes. Além de uma apresentação externa no mês de Setembro, na feira do conhecimento promovido pela UNIVASF, na escola Eremcc em Petrolina. Na escola Eremcc, houve cerca de 200 alunos visitantes do estand,  tendo a integração de todo público, contemplando também alunos com síndrome de down e autista. Nota-se os que entre os sentidos estimulados quanto as percepções sensoriais, o mais expressivo foi o paladar 65%, seguido do Tato 20%  e do olfato 15%. Quanto a definição da sensação percebidas nas práticas utilizadas, tem-se o aroma forte 30%, o aroma suave 25%, toque agradável 25% , toque desagradável 20% e por fim, o arrepio 10%. Almeja-se que esse projeto se fortaleça  na sua proposta atuando na perspectiva da percepção sensorial, promovendo a sensibilização da comunidade universitária e também externa no atendimento de pessoas excluídas por algum tipo de necessidade especial, seja motora, auditiva ou visual. Assim poder colaborar na redução do número de pessoas excluídas em projetos na UNIVERSIDADE devido à falta de acessibilidade.


Palavras-chave


Semiárido, Acessibilidade, Extensão universitária, Plantas aromáticas, sensibilização e escolas.