Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

Tamanho da fonte: 
AEDES AEGYPTI CEPA ROCKEFELLER E RESISTÊNCIA AO INSETICIDA PYRIPROXYFEN: ANÁLISE LABORATORIAL
Lucas de Souza Luna, Letícia da Silva Marteis

Última alteração: 2019-11-21

Resumo


O controle do Aedes aegypti possui importância global, haja vista a elevada capacidade de transmissão de vírus e disseminação de doenças desse vetor. Por isso, é indispensável que exista uma constante avaliação das ferramentas de controle do mosquito. Nesse sentido, é indispensável a análise do perfil de suscetibilidade a inseticidas do ponto de vista loco-regional, tendo em vista a variabilidade de condições ambientais e diversas outras variáveis em diferentes cidades brasileiras. Contudo, para avaliar a resistência do mosquito de determinada região, é fundamental a realização de testes iniciais com a cepa Rockefeller, padrão de susceptibilidade a inseticidas. Assim, objetivou-se reproduzir um ambiente de manutenção da cepa Rockefeller em laboratório e a avaliação da suscetibilidade do Aedes aegypti cepa Rockefeller ao pyriproxyfen, inseticida amplamente utilizado para controle vetorial na área urbana de Petrolina – PE. Ovos de Aedes aegypti da cepa Rockefeller foram cedidos pelo Laboratório de Entomologia e Parasitologia Tropical (LEPaT) da Universidade Federal de Sergipe. Na manutenção do mosquito em laboratório, foram utilizadas bandejas com dimensões 30 x 21 cm para pôr cerca de 500 ovos da cepa Rockefeller com 1 litro de água mineral por 24 horas para eclosão dos ovos em larvas. Conseguinte, as larvas eram alimentadas com ração para gato triturada e os mosquitos adultos com sangue de ovelha para fêmeas e com solução açucarada a 10% para machos e fêmeas. Dessa forma, obtinha-se o estoque de ovos da cepa Rockefeller a serem utilizados nos bioensaios de investigação da inibição da emergência dos adultos ao pyriproxyfen. Além disso, foi realizada uma tréplica de bioensaios com a formulação comercial do pyriproxyfen com o intuito de verificar a Inibição da Emergência (IE) do inseto. O produto comercial possui concentração de 0,5%, sendo testado em cepas de Rockefeller no laboratório de Entomologia Médica da Univasf campus Centro. Os experimentos eram feitos com grupo de exposto e grupo controle. Foram cultivados e armazenados cerca de 5000 ovos da cepa Rockefeller com a finalidade da replicação da espécie, do uso em bioensaios de suscetibilidade e do fornecimento para outras pesquisas científicas com o Aedes aegypti. A formulação comercial de pyriproxyfen foi eficaz ao inibir a emergência de cerca da totalidade da população da exposta. Essa Inibição da Emergência (IE) foi calculada com a porcentagem de larvas que não emergiram à mosquito adulto do grupo exposto após todas larvas do grupo controle já estarem no estágio de mosquito adulto. Nos bioensaios realizados, o inseto não conseguiu alcançar a fase de mosquito adulto em 98,75% no primeiro bioensaio e 100% nos dois últimos bioensaios. A partir desses resultados iniciais, é possível realizar investigações do perfil de susceptibilidade de populações de Aedes aegypti da área urbana de Petrolina ao pyriproxyfen. Assim, conseguiu-se alcançar o substrato efetivo para estudos a serem realizados no perfil de suscetibilidade de populações locais do Aedes aegypti ao pyriproxyfen; com o intuito de analisar a eficácia e a probabilidade de resistência do controle usado localmente.

Palavras-chave


Aedes aegypti; inseticidas; resistência; pyriproxifen.