Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Título do projeto: SECAGEM SOLAR DE GOIABA: QUALIDADE, EXPERIMENTAÇÃO E AJUSTES DE MODELOS MATEMÁTICOS
Nacyara Campos Peixoto Agra, Karla dos Santos Melo de Sousa, Cicero de Henrique Sá, Laurenielle Ferreira Moraes da Silva, Gabriela Maria de Souza, Samara Miranda Moura, Bruno Emanuel Souza Coelho, Neiton Silva Machado

Última alteração: 2019-11-21

Resumo


Um dos maiores problemas encontrados pelo pequeno produtor é que durante o período de safra a fruta in natura deve logo após a colheita ser consumida ou comercializada, sendo na maioria dos casos o excedente da produção perdido, o que além de não gerar renda ainda traz prejuízo, como exemplo a goiaba, que é um fruto climatérico, altamente perecível. Como alternativa para solucionar este problema tem-se a secagem, está se baseia na remoção de água através de calor, resultando na diminuição da quantidade de água disponível para o crescimento de micro-organismos e reações bioquímicas responsáveis pela degradação no alimento, o que aumenta o tempo de vida de prateleira e agrega valor ao produto final. A secagem solar tem como vantagem ser um processo simples, de baixo custo e de fácil acesso, além de utilizar uma energia renovável e bastante disponível na região do semiárido nordestino. Diante do exposto, objetivou-se, avaliar qualidade de goiaba desidratada em um protótipo de secador solar de baixo custo, de exposição direta e com circulação de ar, e avaliar o processo de secagem através da cinética de secagem e visando sua eficiência comparando-o com o método de secagem artificial (estufa com circulação de ar). As frutas foram adquiridas junto aos pequenos produtores rurais. Foram lavados, sanificados e cortados em duas posições diferentes na horizontal e na vertical, e por fim foram submetidos à secagem solar em duas versões dos secadores. Visando permitir a passagem de ar no sistema de ventilação natural foi afixada em uma das extremidades ventoinhas de corrente contínua e na extremidade oposta foi feito orifícios de diferentes diâmetros para a entrada de ar e adaptada uma tampa para o controle da vazão de ar. Sendo a versão 2.1 com uma abertura de 57 mm e a Versão 2.2 com uma abertura de 24 mm. As amostras foram dispostas para secagem entre as 08:00 da manhã e as 17:00 da tarde, durante o período da noite, armazenado em dessecador, visando manter a umidade do processo. E no outro dia pela manhã todo o processo foi reiniciado até atingir peso constante. A temperatura e umidade relativa dentro do secador solar foram verificadas com uso de um termo-higrômetro, e a temperatura e umidade relativa do ambiente foi obtida a partir dos dados fornecidos pela Estação Meteorológica da UNIVASF. Este monitoramento permitiu observar a eficiência do protótipo. Para a avaliação do processo de secagem solar e artificial, ou seja, construção das cinéticas de secagem, as amostras foram monitoradas durante intervalos de tempos regulares, até peso constante, em duas versões diferentes dos secadores solar.   Os modelos matemáticos que foram aplicados no ajuste dos dados experimentais foram o de Aproximação e Page. O modelo que apresentou os melhores R2, com valores superiores a 99%, foi o da Aproximação, tanto para a versão 2.1, como para a versão 2.2, apresentando, também os menores valores de desvio quadrado médio que foi em média 0,016. Conclui-se portanto que este foi melhor modelo matemático, apresentando melhor comportamento para representar a secagem.


Palavras-chave


Psidium guajava; Desidratação; Agricultura familiar; Modelos matemáticos; Conservação de alimentos