Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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PERSPECTIVAS DOS USUÁRIOS SOBRE O SISTEMA REGULATÓRIO EM UMA REDE INTERESTADUAL DE SAÚDE
Jordy Daniel de Lima Nunes, Luiz Eduardo Clementino, Ivina Isabel de Macedo Cavalcanti, Jussara Araújo Rodrigues, Idalina Reis de Castro, Glória Maria Pinto Coelho, Patrícia Avello Nicola, Kátia Simoni Bezerra Lima

Última alteração: 2019-11-12

Resumo


INTRODUÇÃO: O Sistema Único de Saúde é descrito na Constituição Federal como um sistema descentralizado, atuante nas três esferas de governo, objetivando assegurar uma rede de ações e serviços de saúde de qualidade. Visando alcançar esses objetivos, a regulação em saúde busca garantir o direito à saúde, o acesso com efetividade e eficiência, contribuindo com as particularidades regionais as quais estão inseridas. A Rede Interestadual de Saúde do Vale Médio São Francisco (Rede PEBA), pioneira como uma rede interfederativa, dispõe de forma singular no país, de uma central de regulação interestadual de leitos (CRIL), responsável pela regulação dos internamentos no contexto de urgência, assim como alguns procedimentos ambulatoriais. Diante do pioneirismo desta rede, torna-se relevante conhecer o seu sistema regulatório, como premissa na otimização e garantia do acesso equânime à saúde ao usuário da rede SUS, dentro da região PEBA. OBJETIVO: Analisar os tipos de clínicas e o tempo resposta na CRIL à solicitação de internamentos para os usuários da Rede PEBA. MÉTODOS: Trata-se de um estudo quantitativo de caráter descritivo; recorte da pesquisa intitulada “REGULAÇÃO EM SAÚDE: a experiência de uma rede interestadual”, CEP UNIVASF nº 2.758.433. Os dados foram extraídos do banco de dados da CRIL e posteriormente digitados em planilhas de Excel®. Foram avaliadas as solicitações de regulação de leitos referente ao período de maio de 2017 a abril de 2018, foram incluídas as regulações inseridas na base de dados da CRIL, e excluídas as regulações duplicadas e com dados incompletos. Avaliou-se as variáveis: clínica e tempo de resposta. Neste estudo, entende-se por tempo de resposta, o período decorrido do recebimento da solicitação até a conclusão do processo no sistema. Na variável tempo de resposta, no intento de facilitar sua análise e entendimento, os valores foram categorizados de horas a dias, sendo o menor tempo “< 1 hora” e o maior “superior a 21 dias”. RESULTADOS: No período do estudo foram registradas 30.530 solicitações. Aplicando-se os critérios de exclusão, foram avaliados 30.525 pedidos, ocorridos no período de maio de 2017 a abril de 2018. Nesse contexto, as clínicas mais solicitadas nas regulações, foram obstetrícia, com um número absoluto de 9.116 solicitações (29, 86%), seguida de ortopedia e traumatologia, com 5819 solicitações (19,06 %). A obstetrícia cirúrgica e obstetrícia clínica, em 61,88% e 59,42%, respectivamente, tiveram suas demandas finalizadas em tempo inferior a 1 hora. Tempo semelhante foi registrado em 33,54% das solicitações para clínica cardiologia, seguidos por cirurgia geral com 33,09%. A UTI Neonatal e ortopedia traumatologia, em 13,33% e 6,74%, respectivamente, obtiveram resposta dos seus pedidos em tempo superior a 21 dias. CONCLUSÕES: A central de regulação possibilita interligar as diversas unidades assistenciais, buscando equalizar os recursos disponíveis, organizando o fluxo dentro da rede. O estudo evidenciou que a clínica obstétrica foi a mais solicitada e a que também obteve o menor tempo resposta. Já a UTI neonatal apresentou maior tempo, evidenciando a insuficiência de leitos disponíveis para atender a demanda, o que implica em grande desafio à garantia do acesso equânime e de qualidade.


Palavras-chave


Acesso aos serviços de saúde; Regionalização; Ocupação de leitos