Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA MENINGITE NA AMÉRICA LATINA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Eniélio Paulo Afonso de Sousa Oliveira, Liberalina Santos de Souza Gondim

Última alteração: 2019-11-15

Resumo


A meningite é uma infecção grave das membranas que revestem o encéfalo e medula espinhal, causada por diferentes agentes e condições clínicas, representando um importante desafio para saúde pública, uma vez que há altas taxas de morbimortalidade e risco de graves sequelas neurológicas. Assim, este artigo tem como objetivo geral sintetizar a produção do conhecimento científico sul-americano sobre meningite nos últimos dez anos e objetivos específicos: descrever os principais métodos utilizados nas pesquisas científicas sul-americanas sobre meningites nos últimos dez anos; e avaliar a relevância dos achados científicos para o controle e intervenção em casos de meningites. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura latino-americana disponibilizadas nas bases de dados Scielo e Lilacs. A amostra foi composta por 7 artigos produzidos em países como Cuba, Chile, Argentina, Colômbia e Brasil. Considera-se que o número de artigos encontrados reflete a existência de poucas pesquisas de campo publicadas nas referidas bases de dados. Sobre as metodologias de pesquisas utilizadas, dois foram estudos de caso, três foram estudos descritivos e retrospectivos, e dois foram estudos documentais com base em informações secundárias (prontuários). As pesquisas revisadas foram divididas em 08 categorias para uma análise mais detalhada de seus resultados, são elas: características clínicas; características das amostras; tipos de meningite prevalentes; dificuldades diagnósticas; fatores de risco ambientais; tratamentos adotas; limitações dos estudos; aspectos preventivos. Os resultados demonstraram que os sinais e sintomas apresentaram-se de formas clássicas, independente do país ou região, caracterizando-se prioritariamente por cefaleias, rigidez de nuca, febre, alterações de consciência, tendo em vista alterações nos exames laboratoriais e clínicos para o fechamento do diagnóstico. Os tipos de meningite identificados nas pesquisas foram: bacteriana, viral, fúngica, parasitária e tuberculóide. Também foram identificadas dificuldades em relação ao diagnóstico e tratamento, no que diz respeito a diferenciação dos subtipos de meningite, devido à predominância de linfócitos no LCR em certos estágios da doença, de modo que o diagnóstico disponível, nos contextos de pesquisa, foram basicamente clínico e um número considerável de pacientes permaneceu sem diagnóstico definitivo. No aspecto preventivo, ressalta-se a importância dos programas de vacinação internacionais, potencializando a imunização dos grupos de risco, crianças menores de 5 anos e idosos maiores de 65 anos.


Palavras-chave


Meningite; Infectologia; Sintomas clínicos; Protocolos de tratamento.