Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Como a Liga Acadêmica de Psicologia Jurídica (LAPJU) foi criada?
Amanda Moura Carvalho, Tamires de Lima Sousa Santos, Camilla Kelly Rodrigues dos Santos, Miriam Vitória Fernandes Tavares, Sâmella dos Santos Vieira de Menezes

Última alteração: 2019-11-21

Resumo


As Ligas Acadêmicas (LA) são espaços de atuação voltados para os discentes dos cursos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), onde se pressupõe autonomia por parte destes para a realização das atividades, assim como para que exista diálogo com professores e profissionais colaboradores. As LA estão inscritas na UNIVASF como projetos de extensão, todavia, fazem parte do seu tripé, também, os componentes de ensino e pesquisa como necessários para o seu funcionamento. A UNIVASF dispõe de 46 LA, sendo que o curso de Psicologia conta com 07. Devido a não existência de espaços para a discussão da Psicologia Jurídica na UNIVASF, uma vez que não há na grade do curso de Psicologia nenhuma disciplina voltada para esse campo, alguns estudantes se reuniram e fundaram a Liga Acadêmica de Psicologia Jurídica (LAPJU), aprovada em janeiro de 2019. A LAPJU teve a seguinte organização: presidência, vice presidência, secretaria e diretorias científica, de extensão, financeira e de comunicação, com um membro fundador para cada setor. Posteriormente, para que a LAPJU iniciasse as suas atividades, foi realizado um processo seletivo no mês de maio de 2019 para a entrada de mais membros. Após o processo totalizaram 16 estudantes vinculados à essa LA. A partir de então, foram realizadas reuniões internas a respeito de temáticas da Psicologia Jurídica, assim como eventos para a comunidade interna e externa da UNIVASF, como a Aula Aberta sobre a Psicologia Jurídica e o papel do Psicólogo na Vara da Infância e Juventude, e o Workshop sobre Perícia Criminal em Psicologia. Durante o percurso da LAPJU, também foram realizados contatos com campos de atuação, como o presídio feminino de Petrolina-PE, o qual direcionou as primeiras atividades em campo. Outras atividades realizadas pelos membros foram palestras sobre Abuso Sexual Infantil  e Violência contra a Pessoa Idosa, assim como atividades internas, vinculadas à gestão financeira da Liga e divulgação de temáticas relevantes dentro da Psicologia Jurídica, como proposta de atingir públicos diversos. Dentre as maiores dificuldades para o funcionamento da LAPJU estão: a extensa carga horária obrigatória a ser cumprida pelos estudantes, o que reduz a disponibilidade dos membros para as atividades extracurriculares; a estrutura burocrática para a realização de eventos. De modo geral, considera-se que a participação na LAPJU surge como um grande investimento benéfico para o estudante, que sairá da graduação com alguma experiência na área, bem como para a comunidade que será contemplada com eventos e extensões vinculadas a temas voltados aos direitos humanos, bem como para a literatura científica da área, que ainda é muito incipiente. Desta maneira, considera-se que a LAPJU tem exercido um papel de extrema importância para os os estudantes que pretendem atuar na área jurídica, bem como no incentivo à discussão dentro da UNIVASF, que até então não abarcava esse relevante campo de atuação.

Palavras-chave


ensino superior; meios auxiliares de ensino; atividades extra-curriculares; objetivos educacionais