Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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FATORES INTERVENIENTES NOS INDICATIVOS DE VIGOREXIA EM PRATICANTES DE CROSSFIT.
Gabriel Lucas Morais Freire, Juliana Fonseca Nogueira Alves, Daniel Vincentini Oliveira, Mariana Ferreira Souza, José Roberto Andrade Nascimento Junior

Última alteração: 2019-11-06

Resumo


Introdução: A mudança nos hábitos alimentares das pessoas nas últimas décadas tem levado surgimento de diversos transtornos alimentares (TA´s). A TA mais popular entre os praticantes de exercício é a vigorexia, caracterizada pela desorientação dismórfica do corpo, em que o indivíduo se percebe com inúmeros defeitos estéticos. Dentre as diversas modalidades de exercício que atraem a atenção dos praticantes, o crossfit, teve um crescimento expressivo no número de praticantes. A modalidade se caracteriza por ser um método de condicionamento físico composto por movimentos funcionais constantemente variados realizados em alta intensidade que incluem aspectos combinados da ginástica, levantamento de peso no estilo olímpico e exercícios cíclicos.  Objetivo: Este estudo teve o objetivo de comparar os indicativos de vigorexia em função da idade, tempo de prática e frequência semanal de treino de praticantes de crossfit. Métodos: Trata-se de uma pesquisa transversal realizada com 276 praticantes de Crossfit, de ambos os sexos, com média de idade de 28,56 ± 8,08 anos, oriundos de diferentes regiões do Brasil. Foi utilizado um questionário semiestruturado com questões sobre idade, tempo e frequência da prática de Crossfit, assim como o Questionário do Complexo de Adonis. Os dados foram analisados por meio dos testes Kolmogorov-Smirnov, “U” de Mann-Whitney e coeficiente de correlação de Spearman. A significância adotada foi de p>0,05. Resultados: Os resultados evidenciaram diferença significativa no indicativo de vigorexia em função do sexo (p =0,004) e perfil do praticante (p =0,003), indicando que os homens e os competidores apresentaram escores superiores quando comparados com as mulheres e praticantes recreacionais, respectivamente.Verificou-se correlação significativa (p<0,05) e positiva entre os indicativos de vigorexia e a frequência de treino para os praticantes competidores (r=0,19).  Conclusão: Conclui-se que ser do sexo masculino e ter um perfil competitivo são fatores intervenientes na presença de indicativo de vigorexia em praticantes de crossfit.


Palavras-chave


Transtorno alimentar; Psicologia do exercício; comportamento dependente.