Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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TRATAMENTO DE FERIDA ABSCESSO MAMÁRIO NECROSANTE SECUNDÁRIO A TRAUMA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Rejane Cristiany Lins de França Pereira, Layanna Dryelle da Silva Vasconcelos, Lucas Rafael Monteiro Belfort, Rafael Medeiros Gomes, Marcelo Domingues de Faria

Última alteração: 2019-11-06

Resumo


Introdução: Abscesso mamário é o acúmulo de secreção purulenta na glândula mamária, geralmente, causado por mastite não tratada ou tratada de forma ineficaz, apresentando incidência de 5 a 10% das mulheres com a infecção. Porém, pode ocorrer devido a traumas mamilares, como pega incorreta durante amamentação, fissura ou mesmo trauma físico direto na mama causando lesão. Os sinais e sintomas mais comuns são edema, dor, hiperemia, hiperalgesia e pirexia. Se não tratado, pode ter complicações, evoluindo para ferida com necrose e perca da mama. O tratamento consiste no uso de curativo diário com produtos à base de antibiótico e desbridamento autolítico. Objetivo: Relatar a experiência do acompanhamento da realização de curativo de ferida abscesso mamário com necrose decorrente de trauma. Método: Relato de experiência de uma enfermeira sobre a prática vivenciada da troca de curativo de um abscesso mamário com necrose devido a trauma na mama de uma paciente de um Hospital Público de referência materno-infantil no município de Petrolina (PE). Relato: Ferida após desbridamento mecânico, devido a necrose, medindo aproximadamente 25 centímetros, com presença de exsudato intenso de aspecto seroso e forte odor de Grau II, leito predominantemente amarelado. Indicado curativo oclusivo com troca a cada 24 horas. Material utilizado: soro fisiológico (SF) 0,9% para irrigação do leito da ferida; metronizadol comprimido de 25 mg diluído em 20 ml de SF 0,9%, para melhora do odor; e preenchimento do espaço morto com gaze umidecida com sulfadiazina de prata, mantendo o meio úmido, prevenindo aderência da gaze ao sítio da ferida, realizando cobertura secundária com gaze e atadura. Esta conduta foi mantida até ausência do odor fétido. Em seguida, foi realizado mastectomia devido ao comprometimento da lesão. Houve a promoção de curativo diário com realização de desbridamento cortante das fibrinas e esfacelos presentes, além da limpeza com SF 0,9%. Posteriormente, foi inserido tela de ADAPTIC (malha não aderente, feita para dar conforto à ferida e ajudar no processo de cicatrização) na região de granulação. Nas demais regiões, foi inserido hidrogel para promoção de desbridamento autolítico dos tecidos de fibrina e melhorar o tecido de granulação, juntamente com cobertura de Kerlix (antisséptico) umedecido com SF 0,9%. A cobertura secundária foi mantida com gaze e atadura. Tal conduta foi mantida, por 27 dias, até presença de área extensa com tecido de granulação e as demais áreas com regressão do tecido de fibrina. Conclusão: Evidenciou-se a carência de estudos relacionados com este tipo de ferida. No presente relato, percebeu-se que o uso de SF 0,9%, o metronizadol comprimido, a sulfadiazina de prata, a tela de ADAPTIC, o hidrogel e o Kerlix foram a indicação segura e eficaz no tratamento da ferida. Houve melhora no processo de cicatrização por terceira intenção e a paciente teve alta, sendo orientada a continuar o tratamento domiciliar.

Palavras-chave


mama, cuidados de enfermagem, curativo, desbridamento.