Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS ASSOCIADOS À VIOLÊNCIA AFETIVA EM ADULTOS JOVENS UNIVERSITÁRIOS
Sally Andrade Silveira, Sarah Elisheba Mendes do Carmo, Aislany Warlla Nunes Luna, Rosana Alves de Melo

Última alteração: 2019-11-13

Resumo


Introdução: A violência nas relações afetivas é um fenômeno bastante presente, podendo ocorrer não somente no contexto de coabitação e casamento, mas também nas relações de namoro. Pode ocorrer de forma física, sexual e psicológica, ocasionando impactos como o transtorno depressivo que pode contribui para uma maior vulnerabilidade do jovem, favorecendo maior frequência de ocorrência dos atos abusivos. Objetivo: Analisar a prevalência de transtornos depressivos associados a violência nas relações de namoro entre jovens universitários. Método: Pesquisa analítica e descritiva, quantitativa, com aplicação de 505 questionários para estudantes universitários em idade de 19 a 24 anos, que estiveram matriculados em cursos de graduação na Univasf, UPE e Facape, e frequentando regularmente no período da pesquisa. Os dados coletados foram analisados a partir da estatística descritiva, por meio dos testes de hipótese apropriados para cada tipo de variável. Para as variáveis estabelecidas foram realizados verificação da associação por meio de testes paramétricos como os testes t de Student; ou o equivalente não paramétrico Mann-Whitney e/ou Wilcoxon, após a avaliação do teste de normalidade das variáveis numéricas. Outros testes foram utilizados para proporção na perspectiva de uma análise comparativa e testes de correlação de variáveis, respeitando-se os pressupostos estatísticos estabelecidos. Resultados e discussão: Foram aplicados 505 questionários em jovens universitários da UPE e Univasf, de 13 cursos distintos, e com a faixa etária de 18 a 24 anos. A maioria da população pesquisada era do sexo feminino cursavam cursos da área da saúde, e possuíam renda familiar > 1 salário mínimo, e residiam com ambos os pais ou com demais parentes. Em relação aos dados referentes à violência, observou-se que a maioria dos participantes não considera o bairro em que vive violento e não sofreu violência dos pais. Já a parcela que sofreu violência dos pais, em sua maioria sofreu violência de 3 a mais vezes. A respeito da violência no namoro ou em relações afetivas em adultos jovens, percebeu-se que apesar da maioria não apresentar uma relação afetiva no momento da aplicação do questionário, grande parte já possuiu uma relação afetiva, e em geral, estas relações duram/duraram mais de 1 ano. Em contrapartida, quando se avalia o nível de depressão dos participantes, através da Escala de Depressão de Beck, pode-se perceber que 34% dos participantes apresentavam algum nível de depressão, desde a forma leve da doença, quanto a moderada. Conclusão: A partir dos dados obtidos pode-se observar que os adultos jovens universitários apresentam dificuldades em caracterizar a violência em relações afetivas em suas diversas formas. Além disso, na amostra analisada, o quantitativo de participantes que apresentaram sintomas de depressão foi significativo. Deste modo, este estudo é relevante, e confirma o quanto é importante estudar sobre a violência em relações afetivas, sua prevalência e impactos causados, para poder subsidiar a realização de medidas de prevenção adequadas e eficazes entre os jovens estudantes universitários a respeito da problemática.

Palavras-chave


Jovem; Violência; Depressão; Vulnerabilidade.