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DETERMINAÇÃO COLIMÉTRICA DE POLPAS DE FRUTAS COMERCIALIZADAS NOS MUNICÍPIOS DE PETROLINA-PE E JUAZEIRO-BA
Patrick Witte Witte Dias, Maria Natalia Alves de Souza, Carlos Henrique Araújo Dias, Marlos Gomes Martins

Última alteração: 2020-02-05

Resumo


Os alimentos contaminados por microrganismos patogênicos são vistos como motivo de preocupação por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), visto que a intoxicação alimentar é uma causa significativa de morbidade e mortalidade, sendo considerado um problema de saúde pública mundial. As polpas “in natura” de frutas, possuem características organolépticas, praticidade no preparo e benefícios a saúde, o que vem ocasionando demasiada procura pelo produto nos comércios brasileiros. Devido sua rápida perecibilidade, é essencial a utilização de processos tecnológicos para o preparo e manutenção do tempo com relação a durabilidade desse produto. Segundo a legislação brasileira do Ministério da Agricultura, pecuária e abastecimento (MAPA), polpa de fruta é o produto não fermentado, não concentrado ou diluído, obtido pelo esmagamento de frutos polposos. Devem ser preparadas com frutas sãs, limpas, isentas de matéria terrosa, de parasitas e detritos de animais ou vegetais. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) por meio da resolução RDC Nº 12 de 02 de Janeiro de 2001, estabelece padrões microbiológicos para polpas de frutas dispostas para comercialização, emprega como parâmetro o valor máximo de 10² UFC g-1 para coliformes totais e fecais e ausência de Salmonella em 25g de polpa. Sendo assim, o objetivo desse projeto visa a determinação do perfil colimétrico em polpas de frutas comercializadas nos municípios de Petrolina-PE e Juazeiro-BA. As amostras foram coletadas e transportadas em isopor com gelo a fim de manter a temperatura ideal para o Laboratório de Microbiologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco. No laboratório foram realizados a contagem colimétrica para coliformes totais e fecais através da técnica de analise de múltiplos tubos seriados. Foram analisadas 24 amostras de 4 sabores distintos: Acerola, Cacau, Caju e Maracujá. Para análises de coliformes fecais, todas as amostras foram negativas, evidenciando uma qualidade satisfatória dos produtos comercializados, entretanto, para a análise de coliformes totais, a polpa de fruta de sabor Caju foi encontrado 620 UFC g-1, e ausência em todos os outros sabores. Dessa maneira, os resultados encontrados estão de acordo com a literatura e as normas da ANVISA e do MAPA, encontrando-se dentro dos padrões estabelecidos pelo regulamento técnico RDC nº 12, de 02/01/2001.


Palavras-chave


Intoxicação Alimentar; Enterobactérias; Polpa de Fruta.