Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

Tamanho da fonte: 
Grau de satisfação e mudanças ocorridas na vida profissional dos egressos do Curso Técnico Profissional de Agroindústria do Instituto Federal
Queila Andrade Haine Campos, Geida Maria Cavalcanti de Souza, Geida Maria Cavalcanti de Souza, Izabel de Lima Cavalcanti, Izabel de Lima Cavalcanti, Ilana Pereira Bandeira, Ilana Pereira Bandeira

Última alteração: 2019-11-11

Resumo


A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica surgiu na premissa de colaborar com o desenvolvimento do país, a qual foi voltada inicialmente “às classes desprovidas”, visando à oferta de um ensino de qualidade e relevância social, assim o acesso às conquistas científicas e tecnológicas. Por essa razão, é preciso que haja um diálogo entre as várias instituições que compõem essa rede e os seus egressos e a promoção de atividades que visem à avaliação das políticas públicas desenvolvidas por esses espaços. Sendo assim, essa pesquisa objetivou analisar o grau de satisfação e as mudanças ocorridas na vida profissional de egressos do curso Técnico Profissional de Agroindústria do Instituto Federal das cidades de Petrolina e Afrânio. Neste estudo, foi utilizado como aporte metodológico a perspectiva qualiquantitativa. Utilizou-se um questionário validado por Nunes et al. (2017) e adaptado para esta pesquisa, além disso, foi utilizada a entrevista semiestruturada. No que diz respeito aos preceitos éticos, esse projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética de uma Instituição. Assegurou-se a integridade dos participantes, o sigilo das informações e a finalidade acadêmica da pesquisa. Participaram dessa pesquisa, egressos do Curso Técnico Profissional de Agroindústria das duas unidades de ensino Campus Petrolina Zona Rural e do Centro de Referência da cidade de Afrânio do Instituto Federal do Sertão Pernambucano e que concluíram nos anos de 2015 a 2017. Os dados encontrados revelaram que 78% dos egressos do campus Petrolina e 52% dos egressos de Afrânio não estão exercendo atividade profissional remunerada atualmente, sendo que, a grande maioria nunca trabalhou na área, cujo principal motivo apontado foi a falta de oportunidades no mercado de trabalho onde eles moram. Para aqueles que, em algum momento, pensaram em desistir do curso, algumas das causas foram: saber da grande dificuldade para entrar no mercado de trabalho futuramente como técnico em Agroindústria, falta da ajuda de custo para o transporte, e desânimo. O fator com maior incidência para a permanência no curso foi “Muito esforço e dedicação pessoal para com os meus estudos e a realização dos compromissos escolares”, seguido de “apoio da família, parente e amigos”. Esses dados sugerem que as possibilidades de inserção no mercado de trabalho vão além da formação técnica de nível médio, por essa razão, esses resultados corroboram para que haja mais pesquisas de demandas por formação profissionalizante, para se conhecer os parâmetros advindos do mundo do trabalho e auxiliar no planejamento  dos  cursos, propiciando uma adequação  e dimensionamento  da  oferta formativa.  É imprescindível a melhoria da qualidade de vida da população, priorizando, principalmente, as comunidades mais carentes e que se encontram localizadas em regiões com pouca oferta de educação e de emprego.


Palavras-chave


Educação Profissional, Egressos, Inserção Profissional, Satisfação pessoal, Curso técnico, formação em agroindústria.