Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Estudo de instrumentos, aplicação e análise crítica de seu uso em Trauma Releasing Exercises.
Samuel Joshua Porto, Layla Feitosa Reis, Karoline Santos Nascimento, Camila Dniz Souza, Rodrigo Gustavo Carvalho, Gabriela Silva Santos, Alexandre Franca Barreto, Hellen Barbosa Magalhães

Última alteração: 2019-11-11

Resumo


Observando pessoas traumatizadas em países devastados pela guerra, David Berceli projetou os exercícios de libertação de traumas (Trauma Releasing Exercises - TRE) com o objetivo de cuidar dos sintomas e queixas psicorporais do trauma.

Contudo, mesmo com o TRE sendo utilizado há algum tempo, existe uma carência de trabalhos, conduzidos estatisticamente, relacionados ao mesmo.

Desse modo, no plano de trabalho o objetivo geral se deteve ao estudo instrumentos de avaliação da efetividade clínica para pessoas com sintomatologias depressivas e aplicá-los em indivíduos que participam de Grupos em Grupos de TRE como forma de tratamento.

Foram estabelecidos critérios para a escolha dos instrumentos para a avaliação do grupo de TRE. Os participantes concordaram em participar da pesquisa através da assinatura do TCLE. Os seguintes instrumentos foram escolhidos: um Questionário  de Autorrelato de transtornos mentais (SRQ 20), para avaliar a presença de sintomas depressivos; um Questionário Sociodemográfico e o questionário de qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde versão curta (WHOQOL-breaf) validado para a população brasileira. Na aplicação pós foi acrescentado a esses instrumentos uma Escala de percepção de melhora, na qual o participante avaliava algum nível de melhora, psicológica, relacionada à terapia feita em uma escala tipo likert de sete pontos.

A coleta de dados ocorreu na policlínica da UNIVASF e em algumas AMEs da cidade de Petrolina. Após a coleta, os dados foram tabulados e analisados estatisticamente através da utilização do programa SPSS.

Com relação aos resultados houve uma perda significativa da amostra, na etapa pré N=33, enquanto na etapa pós N=17. Mesmo com esta limitação, em comparação aos outros grupo o grupo de TRE foi que o que apresentou melhor N.Não houve resultados significativos quando se compara o TRE com os outros grupos (grupo de movimento e grupo controle). Porém, com relação aos dados do SRQ 20, nota-se que houve melhora significativa (p = 0,015) quando comparado internamente (pré-pós) o Grupo TRE teve uma diminuição média de 1,99 no escore. Sendo assim, pode-se afirmar que houve uma efetividade do TRE.

Na análise do Questionário de Qualidade de Vida, não houve diferença estatísticamente significante para nenhum dos domínios analisados no grupo de TRE e optou-se por não fazer analises comparativas com grupo controle, devido a perda de sujeitos da amostra e a baixa confiabilidade interna do grupo controle.

Ao longo da pesquisa, foi elaborado um documento sobre Bioenergética para o Ministério da Saúde tendo como base alguns diálogos com pesquisadores da área de Análise Bioenergética de outras localidades do Brasil e da Argentina. Neste documento contempla algumas informações sobre o trabalho com o TRE.

Concluímos que foi possível notar a ocorrência de uma melhora significativa dentro do grupo de TRE estudado, o que permite afirmar que houve efetividade com relação aos sintomas de saúde mental. Contudo, recomendam-se novos processos de pesquisa que possam compor uma amostra mais significativa, bem como outros instrumentais de pesquisa possam ser adotados. Espera-se que com menos perda de sujeitos e outros instrumentais de avaliação possa fortalecer ou refutar estes resultados.

Palavras-chave


Análise Bioenergética; Efetividade; Trauma Releasing Exercises