Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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CORRELAÇÃO ENTRE FLEXIBILIDADE E GLICEMIA EM ADULTOS RESIDENTES NA CIDADE DE PETROLINA PE.
Matheus Sousa Santana, Anderson Souza Pinheiro, Rafael Duarte Moraes de Oliveira, Rafael Gomes Santos, Sérgio Rodrigues Moreira

Última alteração: 2019-11-08

Resumo


INTRODUÇÂO: Flexibilidade é uma capacidade motora de grande importância para o ser humano, pois, contribui para uma melhor mobilidade das articulações, possibilitando mais eficiência nos movimentos realizados no dia a dia. O estilo de vida, como o sedentarismo, e algumas doenças crônicas são fatores que podem prejudicar essa capacidade física. Estudos recentes mostram que o diabetes mellitus pode causar algumas complicações musculoesqueléticas que comprometem a flexibilidade. A principal característica do diabetes é o estado hiperglicêmico no indivíduo. JUSTIFICATIVA: A investigação da relação entre glicemia e flexibilidade pode auxiliar na compreensão dos mecanismos que levam ao desenvolvimento de possíveis lesões associadas ao diabetes. OBJETIVO: Verificar a associação entre glicemia pós-prandial e flexibilidade em indivíduos adultos de ambos os sexos. MÉTODOS: O presente estudo foi composto por uma amostra de 162 indivíduos sendo: 54 homens (39,03 ± 16,3 anos, 25,07± 4,0 kg/m²) e 108 mulheres (32,78± 14,4 anos, 24,14± 4,0 kg/m²) que participaram do evento “Sábado Saudável” realizado por professores e alunos da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Foi mensurado a estatura utilizando uma fita antropométrica anexada a parede. A massa corporal foi avaliada através de uma balança digital. Para a flexibilidade foi utilizado o Banco de Wells a partir de três tentativas de flexão de troco no aparelho, onde o melhor resultado foi considerado no estudo. Para mensurar a glicemia foi utilizado um glicosímetro com fita reagente especifica para a medida, a qual encontrava-se em período pós-prandial dos avaliados. RESUTADOS: Não foi encontrada correlação significativa entre as variáveis de flexibilidade e glicemia (r = -0,057; p>0,05) na população estudada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora não tenha ocorrido correlações entre glicemia e flexibilidade, é sabido que tal relação existe na literatura. Nesse sentido, especula-se que o teste no Banco de Wells não tenha sido o instrumento mais adequado na metodologia do presente estudo, pois, mede apenas a flexibilidade linear de grandes estruturas corporais (posteriores de coxa e tronco). De acordo a literatura, as articulações mais atingidas a partir do diabetes são as das mãos, ombros e pés, fundamentalmente em menores estruturas corporais. Outro ponto a ser levado em consideração é que o número de voluntários com níveis de glicemia considerados acima da normalidade (18 voluntários) foi muito pequeno quando comparado com a quantidade de participantes que apresentavam níveis de glicemia dentro da normalidade (144 voluntários).  Dessa forma, mais estudos são necessários com testes de flexibilidade mais específicos a possíveis regiões afetadas e com quantidade de participantes melhor distribuída para maior precisão na avalição dessas variáveis.


Palavras-chave


Saúde; Movimento; Capacidade motora.