Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Avaliação do uso do prontuário eletrônico dentro da estratégia e-SUS Atenção Básica na perspectiva do paciente
Jamilly Araujo Santos, Aline Coelho Torres, Ananda Januário Nascimento, Daniel Tenório Silva

Última alteração: 2019-11-14

Resumo


Com a finalidade de reformular a informatização em saúde para melhorar o uso das informações registradas o Ministério da Saúde preconizou a implantação do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e-SUS AB (e-Sistema Único de Saúde Atenção Básica) para o uso no âmbito do Sistema Único de saúde, especificamente, na Atenção Básica, passando a ser armazenadas de modo individualizado e integrado. Desta forma, o PEC permite o acesso de vários profissionais ao mesmo prontuário, proporcionando a possibilidade do acompanhamento do histórico clínico do paciente, o que otimiza o trabalho da equipe multiprofissional e gestores da Atenção Básica. Considerando a satisfação do usuário um dos elementos fundamentais para avaliação em saúde bem como a importância do Prontuário Eletrônico e as mudanças que sua utilização causa na prestação de um atendimento de nível superior, esse trabalho teve como objetivo avaliar o uso do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), pelos usuários da Atenção Básica, no município de Petrolina/PE. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e exploratório, desenvolvido no município de Petrolina (PE) no período de dezembro de 2018 a maio de 2019, no interior de Pernambuco. Atualmente possui 90 equipes de Saúde da Família (eSF) e dessas, 78 utilizam o prontuário eletrônico. Foram participantes da pesquisa os usuários dos serviços de Atenção Básica. A amostra foi por conveniência, simples randomizada, considerando um usuário para cada equipe de Saúde da Família com Prontuário Eletrônico implantado, totalizando 78 participantes, cuja idade variou de 18 a 71 anos e com média de 35 anos. A maioria era do sexo feminino (87,2%), possuía companheiro (57,7%) e foi encontrado um maior número de pessoas com ensino médio completo (46,8%). Quando questionados sobre a ida à unidade 53,8% respondeu que frequenta rotineiramente e 60,3% consegue atendimento sempre que necessita. Com relação à variável receber visita do Agente Comunitário de Saúde (ACS), a maior frequência foi na resposta ‘frequentemente’ (47,4%), porém quando se soma as respostas ‘raramente’ e ‘não’ recebe visita do ACS, que são consideradas respostas negativas ao trabalho do ACS, o percentual se eleva, resultando em maioria (52,6%). Dentre os usuários investigados pôde-se perceber, de maneira geral, que esses se encontravam satisfeitos com as características relacionadas ao atendimento recebido na Unidade de Saúde. Durante a entrevista, foi perguntado ao usuário se o mesmo sabia o que era um prontuário eletrônico, e a maioria dos entrevistados respondeu ‘não’ (64,1%). A presença de associação estatística foi observada nas variáveis ‘obrigatoriedade do cartão SUS’ (p 0,015), onde 76,7% dos entrevistados estavam satisfeitos e também na variável ‘tempo de atendimento’ (p 0,005), com 82,5% da amostra com nível de satisfação positivo e 81,5% dos que avaliaram positivamente o uso do computador, satisfeitos. O estudo permitiu conhecer o perfil sociodemográfico dos usuários do serviço de Atenção Básica do município. Também foi possível identificar o nível de satisfação da população estudada e associar com a percepção positiva e negativa do uso do computador durante o atendimento.

 


Palavras-chave


Registros Eletrônicos de Saúde; Atenção Primária à Saúde; Sistema Único de Saúde