Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Micropropagação de Neoglaziovia variegata: uma bromélia nativa da Caatinga com potencial ornamental para paisagismo e flor de corte
Ycaro Yuri Gonçalves do Nascimento, Rosana Sousa Bonfim, Poliana Moreira Lopes, Cândida Maria Anjos da Silva, Mayara Suzanne de Melo Barbosa, Márkilla Zunete Beckmann-Cavalcante

Última alteração: 2019-11-13

Resumo


O Caroá (Neoglaziovia variegata) é uma Bromeliaceae que apresenta folhas listradas, inflorescência racemosa do tipo cacho e com escapo floral de coloração avermelhada. Com o extrativismo predatório, o Caroá não possui um sistema de cultivo e produção, na qual resultou em seu desaparecimento em algumas regiões. Devido a isso, há a necessidade de desenvolver um método de propagação eficiente para obtenção de mudas com qualidade.Uma alternativa é a utilização da propagação in vitro que tem demonstrado grande potencial, além de permitir a obtenção de um grande número de plantas geneticamente homogêneas. Com o desenvolvimento de protocolos de micropropagação, seria uma forma tambémpara a conservação da espécie. Dessa forma, objetivou-se a obtenção de mudas clonais micropropagadas deNeoglaziovia variegata. O experimento foi conduzidodurante o segundo semestre de 2018 e primeiro semestre de 2019 no setor de Floricultura, Laboratório de Microbiologia e Laboratório de Micropropagação da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) no Campus de Ciências Agrárias (CCA). Os explantes foram obtidos a partir de plantas matrizes cultivadas em ambiente telado (50% de sombreamento), com sistema de irrigação por gotejamento. O material coletado em campo foi cortado em pequenos fragmentos e feita a desinfestação com utilização de lavagem prévia em água corrente. Em seguida, foi realizada a imersão em hipoclorito de sódio (1%) por 30 minutos e depois em água corrente por 15 horas. Na câmara de fluxo laminar horizontal, ocorreu a desinfestação dos explantes com álcool 70% por 60 segundos, hipoclorito de sódio (1%) por 15 minutos e para finalizar a tríplice lavagem em água destilada estéril, no qual o material foi dividido em propágulos. Após a desinfestação e inoculação realizadas no Laboratório de Microbiologia, o material foi mantido no escuro para posterior obtenção dos explantes. Para a inoculação foram utilizados recipientes plásticos com o meio de cultivo MS, feitoatravés de soluções estoque, constituído da combinação de nutrientes e complexos vitamínicos,suplementado com 3% (p/v) de sacarose, 0,45% de ágar e BAP (6-benzilaminopurina, citocinina) a uma concentração de 2,0 mg/L, além do uso do meio de cultura suprimento, da linha B&G Orchidées, composto por nutrientes, açucares e carvão ativo, que foi dissolvido em águae acrescentado ágar.Nos últimos testes realizados, por meio de diminuir as chances de contaminação, após a pré-desinfestação em câmara de fluxo todo o material passou por um tratamento com o uso de antibiótico (Rifamicina SV sódica 10mg/ml). Semanalmente foi realizado o acompanhamento do material colocado nas prateleiras, para o monitoramento de atividade microbiana. Todavia, a contaminação permaneceu constante, causando o insucesso dos testes. A descontaminação dos explantes é um dos princípios básicos para o sucesso da cultura de tecidos. Mesmo com a inoculação e desinfestação feita no material, até o presente momento não foi possível definir qual o segmento do Caroá é mais promissor para seguir como explante no experimento, sendo necessária novas tentativas posteriormente. Conclui-se que são necessários maiores estudos com a espécie na obtenção de explante para dar continuidade no aprimoramento de protocolos de propagação.

Palavras-chave


caroá; Bromeliaceae; cultivo in vitro; Semiárido