Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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Atividade antimicrobiana e antibiofilme do extrato hidroalcólico de própolis e da oxacilina em bactérias do gênero Staphylococcus spp. em lesões cutâneas de equídeos
Josilane Soares Silva, Ohana Lopes Cardoso, Liliane Moreira Donato Moura, Matheus Matiuzzi Costa, Adriana Gradela

Última alteração: 2019-11-12

Resumo


Devido à natureza comportamental e modalidades de trabalho, os equídeos estão mais sujeitos a lesões traumáticas, principalmente em membros, as quais sem o manejo correto ficam susceptíveis à infecção bacteriana. Entre os patógenos encontra-se o S. aureus, que pode produzir cepas multirresistentes (MRSA). Por isto, alternativas naturais como a própolis tem sido pesquisadas por suas atividades antibacteriana, antiviral, anti-inflamatória e auxiliar no processo de cicatrização tecidual. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana e antibiofilme do extrato hidroalcólico de própolis (EHP) e da oxacilina (OXA) frente a isolados de Staphylococcus spp. obtidos de lesões cutâneas de equídeos de tração. Foram coletados 21 exsudados, com o auxílio de um swab estéril, do leito de lesões cutâneas agudas e crônicas de equídeos de tração, os quais foram levados ao laboratório de Microbiologia da UNIVASF em meio de transporte Stuart a 4oC e submetidos a identificação e caracterização. O potencial de formação de biofilme dos isolados e a interação do EHP e OXA com o biofilme bacteriano consolidado e em formação foram também avaliados. Os isolados foram 90,47% (N= 19) sensíveis à OXA (OXA-S) e 8,70% (N= 2) resistentes (OXA-R). O  isolado 182 (2) OXA-S apresentou CIM de 156,25 µg/mL e CBM de 312,50 µg/mL frente ao EHP e os isolados 198 (4) e 200 (1) OVA-R CIM e CBM de 39,06 µg/mL frente ao EHP. Sete isolados foram testados quanto a capacidade de produção de biofilme, sendo 42,85% (N= 3/7) classificados como moderados produtores e 66,6% (N= 4/7) fracos produtores de biofilme. O EHP apresentou 71,42% (N= 5/7) e a OXA 28,57% (N= 2/7) de atividade de desagregação do biofilme consolidado. Conclui-se que O EHP apresenta ação antibacteriana e contra o biofilme consolidado superior à da OXA, sendo uma alternativa para o tratamento de lesões cutâneas em equídeos contaminadas por cepas resistentes de S. aureus.


Palavras-chave


Resistência bacteriana; fitoterápico; equinos; biofilme