Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

Tamanho da fonte: 
Análise e avaliação de ferramentas de Metal Duro revestidas por câmara eletrostática econômica
GUSTAVO XAVIER DOS SANTOS MARTINS, ERLON RABELO CORDEIRO

Última alteração: 2019-11-12

Resumo


Os processos de fabricação envolvem a combinação de máquinas, ferramentas, energia e mão de obra, e dentre as operações de processamento se destacam os processos com remoção de material que contém a usinagem convencional. Durante o processo de usinagem, as ferramentas de corte são submetidas a condições de extremo desgaste, sendo expostas a altas temperaturas e elevados esforços de corte, o que exige materiais cada vez mais resistentes. Segundo DINIZ (2001), pastilhas de Metal Duro com revestimento são intensamente utilizadas na usinagem. A finalidade principal dessas camadas é aumentar a resistência ao desgaste na superfície que entra em contato com o cavaco e com a peça, sendo que o núcleo da pastilha permanece com a tenacidade característica do Metal Duro mais simples. É de extrema importância buscar, através de estudo, técnicas mais simples e baratas, o aperfeiçoamento das ferramentas de corte visto que o rápido desgaste das ferramentas gera maiores custos às indústrias. A proposta do presente estudo foi avaliar a influência do recobrimento de ferramentas de Metal Duro realizado por meio de uma câmara eletrostática econômica aplicando-se pó de Al2O3 e a posterior fusão deste sobre as pastilhas de Metal Duro em um forno elétrico a altas temperaturas. Foi avaliado o efeito da deposição do revestimento nessas ferramentas a fim de compará-las com ferramentas que não o possuem. Os parâmetros analisados foram: esforço de corte e desgaste da superfície das ferramentas submetidas ao processo de torneamento do aço 1020, e ainda o acabamento superficial e dureza dos corpos de prova. Para revestir essas ferramentas foi construída uma câmera de pintura eletrostática econômica, constituída pelos seguintes equipamentos: pistola de pintura, compressor Segma e uma fonte de alta tensão. Essa, utilizou-se do princípio da indução eletromagnética para estabelecer uma diferença de potencial entre a pistola e a peça a ser revestida pelo pó aplicado. As ferramentas foram recobertas uniformemente com (Al2O3) e colocadas no forno durante 1 hora para fundição da camada depositada, sendo resfriadas naturalmente. Foi construído um dinamômetro utilizado para medições dos esforços de corte das ferramentas no processo de torneamento. Na usinagem utilizou-se uma ferramenta revestida e outra não. Cada ferramenta usinou 3 corpos de prova, sendo aplicadas em cada um 4 passadas para desbaste e 1 para acabamento, dando um total de 15 passadas por ferramenta. Foram coletas a dureza e a rugosidade dos corpos de prova utilizados. A câmara obteve êxito na distribuição uniforme do pó de Al2O3 porém o mesmo não aderiu às ferramentas, visto que ambas as ferramentas, revestidas e não revestidas, não apresentaram diferenças significativas ou melhoria nos aspectos: rugosidade dos corpos de prova, desgaste da ferramenta e análise de microscopia. A simples fusão do material não foi suficiente para revestir a ferramenta de Metal Duro.


Palavras-chave


Metal Duro; Revestimento; Câmara eletrostática