Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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MUTIRÃO DE COMBATE AO GLAUCOMA 2019 NA UNIVASF: A EXTENSÃO ENQUANTO FERRAMENTA PRÁTICA NA FORMAÇÃO MÉDICA.
Yan de Castro Souza, Vitor Hugo Araújo Cabral, Erland Moraes Medeiros Filho, Filipe Varich Silva, Alfredo José Muniz de Andrade

Última alteração: 2019-11-21

Resumo


O Glaucoma consiste em um conjunto de doenças relacionadas à alteração do nervo óptico que pode causar cegueira. Tendo em vista que representa um problema de saúde pública no Brasil e, por ser uma doença subdiagnosticada, faz-se necessária a execução de ações de diagnóstico e tratamento precoce, no intuito de retardar possíveis agravos, bem como controlar fatores de risco que podem estar associados ao seu surgimento ou complicação. Nesse contexto, acadêmicos do curso de Medicina da Univasf, sob orientação do professor e médico oftalmologista, planejaram e executaram o Mutirão de Combate ao Glaucoma 2019, realizado na Policlínica da Univasf.

O trabalho visa relatar a experiência do planejamento e realização do Mutirão de Combate ao Glaucoma, realizado no dia 18 de maio de 2019. Busca-se também reforçar a relevância do seu caráter extensionista, dada a dificuldade de acesso ao serviço médico, a contribuição na formação acadêmica de Medicina e a divulgação da Oftalmologia entre os estudantes.

O projeto contou com a orientação de médicos oftalmologistas, e suporte de acadêmicos do curso de Medicina da Univasf-PE. Inicialmente houve reuniões de capacitação interna e apresentação de fluxograma, bem como planejamento das ações e divulgação em rádio e televisão e com os residentes de Medicina de Família e Comunidade e endocrinologista do HU-Policlínica Univasf, que puderam encaminhar pacientes com suspeitas ou confirmações diagnósticas de Glaucoma. No evento, o mutirão contou com anamnese, interrogatório sintomatológico oftalmológico, mensuração de acuidade visual, oftalmoscopia, tonometria, prescrição médica com distribuição de colírios e orientações gerais ao paciente.

O mutirão atendeu 105 pacientes, pela manhã, encaminhados pela suspeita ou diagnóstico prévio de glaucoma, com 63% dos pacientes de sexo feminino e 37% masculino. Cerca de 68% dos pacientes atendidos possuem idade superior a 50 anos, 47% com histórico familiar de glaucoma e 82% utilizam óculos. 52% dos pacientes se disseram hipertensos, 25% diabéticos e 24% realizaram cirurgia ocular prévia. A partir desses dados, foi possível realizar discussões epidemiológicas, comorbidades associadas, fatores de risco e complicações do glaucoma. Além disso, os estudantes puderam acompanhar a realização da tonometria e o exame de fundo de olho e sua interpretação, bem como realizar triagem oftalmológica, discutir tratamento farmacológico e necessidade de abordagem cirúrgica. Ressalta-se também que a intervenção extensionistas contribuiu de forma extremamente positiva tanto à sociedade quanto ao acadêmico. A primeira pôde receber um serviço que muitas vezes é custoso, inacessível ou de acesso demorado, com qualidade garantida por profissionais presentes, e o último teve a possibilidade de executar, sob supervisão, os conhecimentos teóricos que teve acesso em sala de aula.

A execução de projetos de intervenção direta à comunidade, como o mutirão, facilita a propagação de conhecimentos em Oftalmologia na formação médica, tendo em vista a necessidade do conhecimento clínico básico de saúde ocular para o médico generalista. Ademais, consiste em ferramenta de extensão e retorno à sociedade das ações e investimentos na Universidade, além de fortalecer o seu vínculo com a comunidade e ampliar o acesso à saúde.


Palavras-chave


Extensão Universitária; Glaucoma; Saúde Ocular