Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

Tamanho da fonte: 
USO DE ECG E HCG COMO FONTES GONADOTRÓFICAS NA MATURAÇÃO IN VITRO DE OÓCITOS OVINOS DESTINADOS À PRODUÇÃO IN VITRO DE EMBRIÕES
Priscila Ramos Gonçalves, Edilson Soares Lopes Júnior, Bruna Dias Mangueira Bastos, Maria Naiara Pereira da Silva, Rita Kayla Costa de Sousa, Elaine Rosa Fagundes Feitoza, Illa Carla Santos Carvalho, Elenice Andrade Moraes, Mabel Freitas Cordeiro

Última alteração: 2019-11-11

Resumo


É comum nos laboratórios de produção in vitro de embriões (PIV) a suplementação de substâncias aos meios de maturação in vitro (MIV). Dentre elas, ganham destaque: O hormônio folículo-estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH), que agem desde na expansão das células da granulosa até na maturação nuclear e citoplasmática. Uma alternativa ao uso do FSH é a gonadotrofina coriônica equina (eCG), que exibe atividade tanto de FSH quanto de LH e a gonadotrofina coriônica humana (hCG) que possui efeito biológico semelhante ao do LH. Todavia, a comparação entre os efeitos dessas diferentes gonadotrofinas na MIV de oócitos ovinos é escassa na literatura. O trabalho teve por objetivo a avaliar o efeito do uso de eCG e hCG na MIV, quanto à taxa de maturação, o grau de expansão e taxa de fecundação oocitária. Ovários ovinos foram obtidos de abatedouro local, transportados em solução de cloreto de sódio (NaCl) e antibiótico, a temperatura de 34ºC. Para a colheita, foi utilizada uma bomba de vácuo, a uma pressão de 10 mL/min, agulha 18G e meio de recuperação contendo TCM199, HEPES, heparina sódica, gentamicina e soro fetal bovino (SFB). Após a colheita, os complexos cumulus-oócitos foram avaliados sob estereomicroscópio, onde os de grau I e II foram divididos, aleatoriamente, em quatro grupos de MIV: no grupo CON (Controle), composto de TCM-199, suplementado com bicarbonato de sódio, cisteamina, fator de crescimento epidermal (EGF), soro fetal bovino, estradiol, L-glutamina e piruvato de sódio; no grupo FSH, eCG e hCG os complexos cumulus oócitos (CCOs) foram imersos no mesmo meio do grupo CON, sendo adicionados 10 µg/mL de FSH; 10 UI/mL de eCG e 10 UI/mL de hCG, respectivamente. Posteriormente, os CCOs foram dispostos em placa de petri, em número de 10 CCOs por gota de 50 µL de meio MIV, sob óleo mineral, por 24 horas, em estufa de cultivo, a 38,5ºC, em atmosfera de 5% de gás carbônico (CO2). Após a MIV, os CCOs foram avaliados quanto à expansão das células do cumulus e grau de expansão, em alto, moderado e leve. Em seguida, os oócitos maduros foram levados à fecundação in vitro (FIV), juntamente com os espermatozoides selecionados e capacitados no meio fluido sintético de oviduto (SOF) com 3 mg/L de albumina sérica bovina (BSA). Quanto ao grupo FSH, houve maior proporção de oócitos com alta expansão. No grupo CON, houve uma maior porcentagem de oócitos com grau de expansão moderada. Foi observada a presença de 1 embrião em estágio de duas células no grupo hCG. No grupo eCG, não foi verificada diferença significativa entre os graus de expansão, porém foi observada uma tendência de um maior número de oócitos em metáfase II (MII), em comparação aos demais grupos. Sendo assim, foi possível concluir que a adição de gonadotrofinas ao meio de maturação pode promover efeitos benéficos para a taxa de expansão de células do cumulus, entretanto a concentração ideal desses hormônios, durante a maturação oocitária in vitro, permanece indeterminada.

Palavras-chave


fiv; gonadotrofina; miv; ovelha; piv