Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), SCIENTEX-2019

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EFEITO DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL POR TRAÇÃO CERVICAL E EM TEMPO FIXO SOBRE A FERTILIDADE DE OVELHAS (OVIS ARIES) SUBMETIDAS AO PROTOCOLO CURTO DE SINCRONIZAÇÃO DE ESTRO
Rita Kayla Costa de Sousa, Edilson Soares Lopes Júnior, Elaine Rosa Fagundes Feitoza, Ananda Ellen Cruz de Sá, Maria Naiara Pereira da Silva, Bruna Dias Mangueira Bastos, Priscila Ramos Gonçalves, Mabel Freitas Cordeiro

Última alteração: 2019-11-08

Resumo


A implementação de biotecnologias, como a inseminação artificial (IA) e sincronização do estro e da ovulação, atuam de forma benéfica na eficiência reprodutiva em ovinos, aumentando a rentabilidade do agronegócio de pequenos ruminantes, por gerar, de forma mais rápida, animais geneticamente superiores quanto à produtividade, fertilidade e à resistência a doenças. Para avaliar o efeito da inseminação artificial por tração cervical e em tempo fixo sobre a fertilidade de ovelhas (Ovis aries) submetidas ao protocolo curto de sincronização de estro, 35 ovelhas foram distribuídas, homogeneamente e ao acaso, em dois grupos de tratamento, segundo o método de inseminação artificial. No grupo 1 inseminação artificial transcervical convencional (IATC) (n=18), as ovelhas foram inseminadas pelo método transcervical convencional (sem tração cervical); e no grupo 2 inseminação artificial com tração transcervical cervical (IATT) (n=17), pelo método transcervical com tração cervical. Durante seis dias, seus estros foram sincronizados com o dispositivo interno de liberação controlada de progesterona (CIDR). No dia da retirada do CIDR, as ovelhas receberão 300 UI intramuscular (im) de gonadotrofina coriônica equina (eCG) e 75 µg de d-cloprostenol (im). As inseminações artificiais foram realizadas 54 horas após o final do tratamento progesterônico. O diagnóstico de gestação foi feito 35 dias depois, por ultrassonografia. Embora o experimento tenha iniciado com 39 matrizes, os resultados foram obtidos a partir de 35 animais devido à ocorrência de dois óbitos e duas apresentaram infecção ginecológica. Com relação ao percentual de fêmeas em estro, não foi verificada diferença significativa (P>0,05) entre os grupos de tratamento. Independentemente do grupo tratado (IATC e IATT), o protocolo de sincronização do estro promoveu uma sincronia em 85,7% das ovelhas. No que diz respeito ao intervalo entre a retirada do CIDR e início do estro, não houve diferença significativa (P>0,05) entre os grupos IATC (23,14 ± 1,44) e IATT (25 ± 1,64). Considerando a proporção de estros em três intervalos de observação (12 a 24 h vs. 28 a 40 h vs. ≥ 44 h), de forma geral, não houve uma concentração de estros marcante em qualquer dos intervalos registrados (P>0,05). No que diz respeito à fertilidade, nossos resultados foram considerados baixos e sem significância entre os grupos (P>0,05), onde no método de IACC foi de 5,6% e no método IATC foi de 11,8%. Sendo assim, não houve diferença significativa com relação à taxa de gestação ao se comparar os grupos.  Em conclusão, não foi possível avaliar o efeito das diferentes técnicas de inseminação artificial em ovinos no presente trabalho. Ressaltamos a importância do manejo pós inseminação artificial, uma vez que tais resultados podem ter sido influenciados por esses aspectos.

Palavras-chave


cérvix; fecundação; fêmea; ovino; tratamento hormonal