Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), III Congrefor & III Simpósio de Residências em Saúde - ISBN 978-85-60382-68-2

Tamanho da fonte: 
PSICÓLOGO EM FORMAÇÃO: SOBRE UMA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
GEIZIANE RODRIGUES DOS SANTOS, Michele Lorena de Souza Costa Viana, Adriana Lira Pinheiro de Souza, Luciana Parente Rosa

Última alteração: 2015-11-05

Resumo


Partindo-se da importância das possibilidades de atuação do psicólogo durante o processo de formação que deverá viabilizar outras atividades para o graduando conhecer o contexto público de atuação e os usuários com suas demandas singulares. A prática do estágio foi realizada no Centro de Atenção Psicossocial , numa cidade de Pernambuco, tendo como base os pressupostos da reforma psiquiátrica, responsável pela implementação desse serviço. Pautados na Reforma Psiquiátrica, os serviços substitutivos devem superar o paradigma manicomial, direcionados por bases e valores éticos que venham a produzir uma nova forma de convivência solidária e inclusiva. Essa intervenção teve por objetivos: Possibilitar a aquisição de competências, habilidades e conhecimentos teóricos e práticos necessários ao exercício profissional do psicólogo; Viabilizar aos graduandos maior aproximação e contato com a rede de saúde do município; Proporcionar espaços para a compreensão e a intervenção sobre os fenômenos ligados ao sofrimento psíquico no CAPS. Essa prática teve por base a psicanálise aplicada, que tem por ética a perspectiva fundada na singularidade da relação do sujeito com seu desejo e seu gozo. Na qual cada sujeito é diferente do outro. Enfatizando-se a clínica do sujeito, enquanto proposta de uma psicanálise aplicada ao campo da saúde mental, no qual a referência é o sujeito do inconsciente.  As atividades realizadas se fundamentaram em metodologias marcadas por grupos terapêuticos, exibição de vídeos, dinâmicas e confecção de materiais resultantes das discussões em grupos. Contribuindo, dessa maneira, para as transformações das condições de tratamento e do lugar que o usuário ocupa nos novos dispositivos, ao chamar a atenção para a palavra do sujeito. Os resultados obtidos foram o surgimento de algumas dúvidas durante as intervenções realizadas, mas na experiência compartilhada nas supervisões e junto a profissionais de outras áreas, foi reconhecido o auxílio para refletir sobre as práticas, seja na escuta, planejamento e organização, bem como execução das atividades. Dessa maneira foi possível desenvolver habilidades para o trabalho interdisciplinar em saúde. A formação e o estágio no CAPS II viabilizaram um outro olhar para este serviço de atenção psicossocial que deve estar de acordo com as demandas contemporâneas , bem como se articular com os demais dispositivos da rede de atenção à saúde, pois para fazer encaminhamentos é preciso conhecer quais demandas cada serviço atende. Foi possível também reconhecer o papel do psicólogo e diferenciá-lo dos demais profissionais que compõem a equipe multiprofissional, sem desconsiderar que os profissionais podem e devem trabalhar de forma articulada no serviço a fim de que se considere de fato o que faz cada sujeito singular e com diferentes possibilidades de intervenção. Dessa maneira, conclui-se que o trabalho na via da desinstitucionalização da loucura, pretende modificar o modo como profissionais de saúde, familiares, usuários e comunidade, lidam cotidianamente com aquilo que não cabe dentro da norma. Esse seria o maior desafio a ser enfrentado na atuação no campo da reforma psiquiátrica. Há avanços e retrocessos nesse percurso, contudo, acredita-se que seja possível construir novas perspectivas acerca do cuidado em saúde mental.

Palavras-chave: Reforma Psiquiátrica; Formação; Psicologia; Saúde Mental.


Palavras-chave


Reforma Psiquiátrica; Formação; Psicologia; Saúde Mental.