Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), I CONGRESSO DO VALE DO SÃO FRANCISCO DE FORMAÇÃO PARA O SUS ISBN 978-85-60382-12-5

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NOVOS OLHARES SOBRE O PRONTUÁRIO NO CAPS-AD: RELATO DE EXPERIÊNCIA
José Vicente de Deus Neto, Carlos Henrique de Sousa Rosas, Thayná Souza dos Santos, Maria Iracema de Sousa Araujo, Bruna Ruana da Silva, David Souza Silva, Lívia Francielle de Almeida Menezes, Rebeca Cruz Porto, Stephanie Maiane Souza Silva, Francisca Juliana Granja Falcão, Rafaela Santos de Melo

Última alteração: 2017-01-27

Resumo


(EIXO 3: Saúde Mental, Álcool, Crack e outras Drogas

Na atualidade é preocupante o contingente populacional que apresenta transtornos mentais, agravando-se ainda mais no campo do uso abusivo de substâncias psicoativas, em razão das graves consequências trazidas para o indivíduo, família e toda a sociedade. Considerando esta gravidade, o Ministério da Saúde instituiu a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para ampliar, qualificar e reorientar as ações em saúde mental. Contudo, a RAPS vivencia uma série de fragilidades, principalmente na construção de indicadores para viabilizar ações pensadas conforme as necessidades locais. Nesse contexto, a linha do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde- PET-Saúde/VS “Rede de Atenção Psicossocial: análise de saúde e produção de indicadores de acompanhamento e avaliação em saúde mental, álcool e outras drogas em Petrolina/PE”, surge para qualificar e (re)organizar a produção e transmissão da informação em saúde mental , álcool e outras drogas, produzindo indicadores locais. O presente trabalho objetiva relatar a experiência deste grupo PET-SAÚDE nas atividades desenvolvidas em um CAPSAD para a reorganização das informações dos prontuários dos usuários do serviço e construção de um banco de dados informatizado a ser utilizado pelos profissionais, tornando mais eficaz o uso das informações dos usuários. Enquanto relato de experiência, o trabalho descreve aspectos vivenciados pelos autores com uma abordagem qualitativa. A metodologia incluiu ainda rodas de diálogos com os profissionais e observação dos registros documentais, sendo utilizado os diários de campo. Nas reuniões entre as equipes PET e CAPSAD foram pontuadas algumas demandas do serviço, sendo eleita a reorganização dos prontuários com a construção de um banco de dados informatizado para melhor aproveitamento das informações. As atividades foram iniciadas em agosto de 2013 com a participação da equipe multiprofissional do serviço para a análise e discussão das informações dos prontuários. Em todos os relatos, chamou atenção a grande dificuldade em trabalhar com os usuários, além da baixa adesão dos usuários às atividades, optando-se por trabalhar com os prontuários, auxiliando na identificação de usuários ativos e inativos. No total foram inseridos 180 prontuários no banco de dados, destes 40 já abandonaram o tratamento e a maior parte tem até um ano de tratamento. Foram inseridas 35 diferentes informações sobre cada usuário, incluindo dados como Unidade de Saúde da área de abrangência, a fim de facilitar a busca dos faltosos. Como facilitador do processo tem-se a organização do serviço e participação e disponibilidade da equipe. Como dificuldades destacam-se a caligrafia, a falta de clareza em conceitos, além da dificuldade para localizar alguns registros, não descritos no prontuário. O trabalho foi relevante por originar uma ferramenta de trabalho para a construção de novas estratégias de trabalho no CAPS AD, como a elaboração de grupos a partir da comparação de dados do prontuário, como localidade de moradia e tipo de droga utilizada. A atividade ainda tem servido de subsídio para a construção de pesquisa sobre o perfil sócio demográfico do CAPSAD a qual, apresenta-se em fase de aprovação pelo Comitê de Ética.


Palavras-chave


Saúde Mental. Serviços de Saúde Mental. Gerenciamento de Informação. Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias

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