Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), 7º Fórum de Mobilização Antimanicomial/4ª Mostra de Atenção Psicossocial - ISBN 978-85-60382-84-2

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INTERVENÇÃO E ATUAÇÃO DOS FAMILIARES DE USUÁRIOS QUE UTILIZAM O CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL AD
Camila Mireli Calaça de Sá, Ana Karla da Silva Freire, Edgo Jackson Pinto Santiago, Ana Kamila da Silva Freire

Última alteração: 2017-06-03

Resumo


Eixo Temático 10: Saúde Mental e empoderamento. Exercício de protagonismo e participação social.

Introdução: O uso de substâncias ilícitas e suas consequências têm proporcionado uma preocupação mundial devido ao aumento do número de pessoas que estão consumindo e também sobre o seu impacto na sociedade (FERNANDES; et al, 2015; BRASIL, 2010). A instituição escolar, no entanto, pode agir estrategicamente na prevenção de uso dessas substâncias, contribuindo para o processo de promoção da saúde. Evidencia-se uma atenção peculiar ao uso do crack atrelado aos efeitos deletérios ao organismo no que tange aos sistemas físico e psíquico humano (SILVA; SANTOS, 2011). Diante disso, o PET Saúde, cuja linha: Drogas: é preciso intervir nas escolas, aprovado sob o parecer de nº 0018/270512, pelo Comitê de Ética e Deontologia em Estudos e Pesquisas da UNIVASF, buscou aproveitar esse espaço de integração para desenvolver atividades de pesquisa e promoção à saúde, ao inserir-se em uma escola pública de Petrolina-PE. Objetivos: Conhecer o perfil dos estudantes de uma escola pública que utilizam o crack e analisar dados sócio-demográficos desses estudantes em relação ao uso dessa droga. Método: Enfoque quantitativo, a partir dos resultados obtidos com o preenchimento pelos estudantes de um questionário auto-preenchível, contendo questões sobre o crack. Resultados e Discussões: O sexo predominante nos resultados foi o sexo feminino com uma porcentagem de 58% e a maioria dos entrevistados (42%) estava na faixa etária de 15 a 17 anos. Quanto ao grau escolar, 52,8% estava no ensino médio, seguido do fundamental II com 38,6% e, de todos os estudantes, apenas 0,8% já experimentou o crack, corroborando com os dados do uso dessa substância em grandes capitais brasileiras que também apresentou essa mesma porcentagem (CAVALCANTI, 2013). Em relação à distribuição por sexo dos que já experimentaram, o masculino1 sobressaiu-se (1,1%), contra 0,3% do sexo feminino. Além disso, a idade predominante, neste caso, foi a de 18 anos ou mais (1,8%), seguido de 15 a 17 anos com 0,5%. Os resultados mostraram, além do mais, que o primeiro uso aconteceu predominantemente na faixa etária de 18 anos ou mais, com 45,5% dos casos, seguido de 15 a 17 anos com 9,1%. Dos que usam essa substância, mais da metade tem um relacionamento bom com os pais (54,5%) e uma minoria tem um relacionamento ruim (9,1%). Sobre o relacionamento entre os pais, a maioria destes vive separado (36,4%), demonstrando, assim, que pode existir alguma contribuição desse fato no uso do crack pelos adolescentes. Ademais, 81,8% das pessoas que usam, têm uma perspectiva de vida positiva quanto ao futuro. Conclusão: Percebeu-se que houve uma congruência com os dados nacionais. É preciso, ainda, compreender o que ocorre com esses adolescentes e seu meio, percebendo suas vulnerabilidades e especificidades atribuídas ao uso da droga, permitindo a implementação de ações em saúde e de reabilitação social focadas no sujeito. Isso significa que são necessárias políticas públicas mais direcionadas para a prevenção e promoção à saúde nas escolas, uma vez que, são nestas, que o adolescente passa uma parcela considerável de seu tempo.

Referências:

BRASIL. Presidência da República. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. I Levantamento nacional sobre o uso de álcool, tabaco e outras drogas entre universitários das 27 capitais brasileiras. Brasília: SENAD; 2010.

CAVALVANTI Talita. Maior pesquisa sobre crack já feita no mundo mostra o perfil do consumo no Brasil. Fundação Oswaldo Cruz: uma instituição a serviço da vida. 2013.

FERNANDES, P. et al. CAPS AD: drogas psicoativas promotoras de dependência entre assistidos. Journal of Biology & Pharmacy and Agricultural Management, v. 10, n. 3, 2015.

SILVA, J. C.; SANTOS, E. M. A. L. Crack e adolescência: fatores de risco para o consumo. 2011.


Palavras-chave


Drogas; Crack; Escola Pública; Estudantes.