Portal de Eventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), 6º Fórum de Mobilização Antimanicomial/3ª Mostra de Atenção Psicossocial - ISBN 978-85-60382-69-9

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ÁLCOOL: PERFIL DO USO ENTRE ESTUDANTES DE DUAS ESCOLAS PÚBLICAS DE UMA CIDADE DE PERNAMBUCO
Edgo Jackson Pinto Santiago, Ana Karla da Silva Freire, Ana Kamila da Silva Freire, Camila Carvalho dos Santos, Camila Mireli Calaça de Sá, Dacyane Tárcia Ferraz da Cruz, Maria de Fátima Alves Aguiar Carvalho

Última alteração: 2016-05-24

Resumo


Introdução: A fase da adolescência requer uma atenção mais especial, uma vez que o uso de drogas tem sido, cada vez mais frequente e precoce nesse ciclo da vida (MALTA et al., 2011; CARDOSO; MALBERGIER, 2014). Dessa forma, o ambiente escolar é o lugar ideal para a promoção da integração, na qual, as relações sociais são construídas, permitindo que seja o espaço ideal no tocante à prevenção de uso das drogas e promoção da saúde. Evidencia-se, assim, uma atenção especial para o álcool que é uma droga lícita, culturalmente aceita pelas pessoas, valorizada e permitida em quase todas as sociedades do mundo, e sua produção sempre esteve presente nos mais diversos contextos do desenvolvimento das civilizações (FARIA FILHO, 2015; GOMES; ALVES; NASCIMENTO, 2010; MORENO; et al., 2011). Nesse processo, o PET Saúde, cuja linha: Drogas: é preciso intervir nas escolas, aprovado sob o parecer de nº 0018/270512, pelo Comitê de Ética e Deontologia em Estudos e Pesquisas da UNIVASF, buscou aproveitar esse espaço de integração para desenvolver atividades de pesquisa e promoção à saúde, ao inserir-se em duas escolas públicas de Petrolina-PE. Objetivos: Conhecer o perfil dos estudantes de duas escolas públicas que fazem1 uso do álcool e analisar dados sócio-demográficos desses estudantes em relação ao uso dessa droga. Método: Enfoque quantitativo, a partir dos resultados obtidos com o preenchimento pelos estudantes de um questionário auto-preenchível, contendo questões sobre o álcool. Resultados e Discussões: O sexo predominante nos resultados foi o sexo feminino - 52% na 1ª escola e 56% na 2ª escola. Em relação à experimentação de alguma bebida alcoólica, a primeira escola obteve 76% contra 53% da segunda. Nos últimos doze meses, anteriores a data da pesquisa, a escola que obteve uma quantidade maior de alunos que tomaram a bebida alguma vez foi a segunda, apresentando uma porcentagem de 66% contra 42% da outra. Tal resultado assemelha-se também na análise dos últimos 30 dias. Sobre a idade em que a bebida foi experimentada pela primeira vez, as duas escolas obtiveram como resultado a faixa etária de 11 a 15 anos. A bebida foi oferecida, pela primeira vez, pelos amigos, obtendo 31% e 35% na primeira e segunda escolas e, na maioria dos casos, nada aconteceu após o uso - 84% e 92%, respectivamente. Os resultados gerais mostraram pouca diferença em percentual nas duas escolas, demonstrando a similaridade de cada uma, mas foi evidente considerar as amizades como fator não preditivo e de grande influência para o uso, obtendo um percentual de 31% e 35%, respectivamente. Conclusão: Destarte, a adolescência é uma fase de vulnerabilidades para experimentação de drogas, seja como consumo ocasional, indevido ou abusivo. Por isso, requer das políticas públicas uma atenção cuidadosa de abordagem e intervenção. Além do mais, a família também é importante na prevenção do uso dessas substâncias, uma vez que relações familiares saudáveis desde o nascimento, funcionam como fator de proteção.

 

Referências:

CARDOSO, L. R. D.; MALBERGIER, A.. Problemas escolares e o consumo de álcool e outras drogas entre adolescentes.Psicol. esc. educ, v. 18, n. 1, p. 27-34, 2014.

 

FARIA FILHO, Edson Arantes et al. Concepções sobre drogas por adolescentes escolares. Rev. bras. enferm, v. 68, n. 3, p. 517-523, 2015.

 

GOMES, B.M.R; ALVES, J.G.B; NASCIMENTO, L.C. Consumo de álcool entre estudantes de escolas públicas da Região Metropolitana do Recife, Pernambuco, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 4, p. 706-12, abr. 2010.

 

MORENO, E.A.C. et al. Perfil dos escolares de 10 a 14 anos que fazem uso de álcool. Rev enferm UFPE on line, v. 5. n. 11, p. :2599-608, dez. 2011.

 

MALTA, D.C. et al. Prevalência do consumo de álcool e drogas entre adolescentes: análise dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar. Rev. Bras. Epidemiol., v. 14, n. 1 Supl, p. 136-46, 2011.

 


Palavras-chave


Drogas. Álcool. Escolas. Estudantes